sexta-feira, abril 13

No dia 29 de março, à tarde, minha mãe, Vera, começou a passar mal no seu apartamento em Brasília. Uma dor de cabeça insuportável. Ela teve forças para abrir a porta de casa e ligar para uma amiga pedindo socorro. Lutou para viver. Essa amiga a encontrou já caída no chão e vomitando muito.
Foi levada de ambulância para um hospital particular onde, depois de algumas horas de burocracia, por volta das 22h, foi operada com um aneurisma gravíssimo chamado no jargão médico de catástrofe hemorrágica cerebral.
Suas chances de sobreviver eram mínimas.
Desde então, ela está e coma, internada na UTI. Ainda não voltou à vida.
Assim que eu soube, comprei uma passagem e vim para Brasília na manhã do dia 30 de março. E aqui estou. Dilacerada, esgotada e com uma dor que me faz chorar o dia quase inteiro.
Hoje, ouvi da médica intensivista que é possível que minha mãe nunca mais acorde.
Eu tenho fé e uma esperança infinita de que ela retornará cheia de vida, felicidade, brilho e delicadeza como sempre foi.
Todavia, se o destino resolver levar a minha mãe, já deixo aqui registrado que eu também irei embora desta vida, pois sem ela não tenho forças nem motivos para continuar neste martírio.

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