LÃ?NGUA DE FEL
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Vazio.
Aleatoriamente:

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e virtualidade.

Devaneios,
idéias mórbidas,
rock'n'roll
e neurastenia.

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Dadarquia in English?
(Translation by Google)


Renata/Female/26-30. Lives in Brazil/Rio de Janeiro/Humaitá, speaks Portuguese, English and French. Uses a fast connection. And likes Cinema/Filosofia.
This is my blogchalk:
Brazil, Rio de Janeiro, Humaitá, Portuguese, English, French Renata, Female, 26-30, Cinema, Filosofia.


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Sexta-feira, Dezembro 25


Trilha
Tonight, tonight

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Quinta-feira, Dezembro 24


Trilha
Papai Noel filho da p...

Clássico do natal punk. Vale escutar.

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Quarta-feira, Dezembro 23


Fina-Listas: Troféu Lavagem Indigesta - 10 dos piores filmes dos anos 2000 a que assisti (e me lembro)

1. Feminices (Brasil, 2004)
direção e roteiro: Domingos de Oliveira
É ruim porque é um blablablá chato e sem sentido, como tudo que o Domingos de Oliveira e sua 'tchurma' vêm fazendo há tempos. Filmam uma representação de suas vidinhas. Na boa, não me interessa. Meu comentário original aqui.

2. Baise moi (França, 2000)
direção e roteiro: Virginie Despentes e Coralie
É ruim porque é péssimo. Über-trash, sexo e violência gratuitos, baixo astral fútil. Não curto essa onda. Meu comentário original aqui.

3. Glauber, o filme - Labirinto do Brasil (Brasil, 2003)
direção: Silvio Tendler / roteiro: Orlando Senna e Silvio Tendler
É ruim porque é um oportunismo barato. Deve ser fácil conseguir financiamento pra essas porcarias quando se chama o Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (na época) para ser consultor do roteiro. Meu comentário original aqui.

4. Carreiras (Brasil, 2005)
direção e roteiro: Domingos de Oliveira
É ruim porque vide número 1. Mais da mesma bosta. Meu comentário original aqui.

5. 007 Quantum of solace (eua/Reino Unido, 2008)
direção: Marc Forster / roteiro: Paul Haggis e Neal Purvis
É ruim porque é chato. Muitas perseguições, carros, tiros, explosões. Sem história, sem o glamour dos antigos. Nem vi tudo, dormi no meio. Meu comentário original aqui.

6. O diabo veste Prada (eua, 2006)
direção: David Frankel / roteiro: Aline Brosh McKenna
É ruim porque é uma fórmula batida de Cinderala transposta pro mundo fashion. Raso. Meu comentário original aqui.

7. Constantine (eua, 2005)
direção: Francis Lawrence / roteiro: Kevin Brodbin
É ruim porque não presta. Meu comentário original aqui.

8. Um passaporte húngaro (Brasil, 2002)
direção e roteiro: Sandra Kogut
É ruim porque é absurdo usar dinheiro público pra viajar e resolver assunto pessoal e ainda gastar com equipe, produção, pós-produção, distribuição e quetais. Tudo às nossas custas. Meu comentário original aqui.

9. Brüno (eua, 2009)
direção: Larry Charles / roteiro: Sacha Baron Cohen e Anthony Hines
É ruim porque é de péssimo gosto.

10. Rota Comando (Brasil, 2009)
direção: Elias Júnior
É ruim porque é uma cópia fajuta feita na onda de Tropa de Elite com o óbvio intuito de propagandear e incensar a matança e a violência praticadas pela Rota, de São Paulo. Produção porca. Devo ter assistido a uns 30 minutos, no máximo. É repulsivo.

Lista feita só porque o Túlio pediu.

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Em Brasília.



Trilha
Bull in the heather

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Terça-feira, Dezembro 22


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Just

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Segunda-feira, Dezembro 21


Trilha
Stray cat generation

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Domingo, Dezembro 20


Trilha
Rubber ring

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Sábado, Dezembro 19


Trilha
Henry Lee

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Sexta-feira, Dezembro 18


Esse recurso de programar postagens é muito bom mesmo. Com ele, posts fresquinhos todos os dias. E nem preciso estar aqui pra isso.
Agora mesmo, não estou, mas o post está.



Trilha
Hurt

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Quinta-feira, Dezembro 17


Registro pessoal

Desmaiei de pressão baixa no sábado. Apaguei e despenquei. Na cozinha. Estou com o corpo todo doendo até hoje, principalmente braços, ombros, pescoço e cabeça, que está com um grande e sensível galo.
À base de analgésicos para continuar no ritmo normal.



Fina-Listas: 5 seriados super-micos-constrangedores dos anos 2000 - Framboesa de diamantes pra eles

1. Heroes

2. Jericho

3. FlashForward

4. Dirt

5. Dollhouse


* Lista feita a pedido do meu amigo Túlio, que queria me ver listando as porcarias também.

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Trecho da letra (inspirada em Ser e Tempo, Heidegger) de uma das minhas antigas músicas:

Você quer porque sabe que não pode
Você sabe e só quer o que não tem
Você vive pra esperar a sua morte
Decadente.



Inferno no Rio
Com esse calor e a consequente catarata de suor, é impossível usar qualquer maquiagem que não seja rímel e batom.
Nem filtro solar para no meu rosto.

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Trilha

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Quarta-feira, Dezembro 16


Fina-Listas: 10 seriados dos anos 2000 a que assisti e larguei

1. Entourage

2. Big Love

3. Heroes

4. Dirt

5. Dollhouse

6. Chuck

7. Numb3rs

8. Skins

9. Studio 60 on the sunset strip

10. Castle

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Miss Lexotan

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Terça-feira, Dezembro 15


Fina-Listas: 5 seriados dos anos 2000 que começaram bem e degringolaram

1. Prison break

2. Desperate housewives

3. 24

4. Alias

5. Nip/tuck:

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Trilha
Charmless man

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Segunda-feira, Dezembro 14


Fina-Listas: Os 5 melhores reality shows dos anos 2000

1. Top chef

2. Hell's Kitchen (US)

3. Project Runway

4. Queer eye for the straight guy

5. Kitchen Nightmares

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Me perco nesse tempo

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Domingo, Dezembro 13


Registro pessoal
Neste ano de 2009, consumei e aceitei minha rendição.



Fina-Listas: 10 seriados badalados dos anos 2000 a que nunca assisti

1. Mad men

2. Battlestar Galactica

3. Veronica Mars

4. CSI

5. Two and a half man

6. Monk

7. Law and order

8. Friday night lights

9. The Tudors

10. True Blood

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Trilha
Venus as a boy

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Sábado, Dezembro 12


Fina-Listas: Os 10 melhores seriados de comédia dos anos 2000

1. Curb your enthusiasm

2. The office

3. The big bang theory

4. Weeds

5. Dead like me

6. Os normais

7. Os aspones

8. The IT crowd

9. Arrested development

10. The comeback

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Trilha
Heart shaped box

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Sexta-feira, Dezembro 11


Fina-Listas: Os 10 melhores seriados dramáticos dos anos 2000

1. Lost

2. Six feet under

3. In treatment

4. House

5. Dexter

6. Life on Mars (UK)

7. Damages

8. Breaking bad

9. Lie to me

10. Fringe

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Trilha
Até quando esperar

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Quinta-feira, Dezembro 10


Registro pessoal
Minha pressão já é normalmente bem baixa (8 por 5)*, o que me faz, entre outras coisas, suar frio constantemente e, no verão, graças à consequente limitação no meu mecanismo circulatório de ajuste da temperatura corporal, para não colapsar por hipertermia, minha cabeça (rosto e couro cabeludo, por onde o corpo faz grande parte da troca de calor com o ambiente) sua absurdamente (o que se alastra pelo resto do corpo), de modo que, nessa época de inferno 40 graus, bastam poucos minutos na rua para que eu pareça ter saído de uma ducha.
Desagradável. Às vezes minha pressão baixa demais e passo mal, tenho calafrios, vertigem, e sinto meu corpo enfraquecendo-se a ponto de quase não poder funcionar. Ontem à noite tive isso mais uma vez.

* Os médicos me dizem que não há nada o que fazer.



Fina-Listas: Os 10 melhores documentários nacionais dos anos 2000

1. Nem gravata, nem honra (2001)
direção: Marcelo Masagão

2. Janela da alma (2001)
direção: João Jardim e Walter Carvalho

3. Edifício Master (2002)
direção: Eduardo Coutinho

4. Olhar estrangeiro (2006)
direção: Lúcia Murat / roteiro: Tunico Amâncio e Lúcia Murat

5. Estamira (2004)
direção: Marcos Prado

6. À margem da imagem (2003)
direção: Evaldo Mocarzel / roteiro: Maria Cecília Loschiavo dos Santos e Evaldo Mocarzel

7. O prisioneiro da grade de ferro (2004)
direção: Paulo Sacramento

8. O rap de pequeno príncipe contra as almas sebosas (2000)
direção: Paulo Caldas e Marcelo Luna / roteiro: Paulo Caldas, Fred Jordão e Marcelo Luna

9. A pessoa é para o que nasce (2003)
direção: Roberto Berliner e Leonardo Domingues / roteiro: Mauricio Lissovski

10. Onde a Terra acaba (2001)
direção: Sérgio Machado

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Disparada

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Quarta-feira, Dezembro 9


Fina-Listas: Os 10 melhores documentários estrangeiros dos anos 2000

1. Terráqueos/ Earthlings (eua, 2007)
direção: Shaun Monson

2. Nós alimentamos o mundo/ We feed the world (Áustria, 2005)
direção: Erwin Wagenhofer

3. Tiros em Columbine/ Bowling for Columbine (Canadá/eua/Alemanha, 2002)
direção: Michael Moore

4. A Corporação/ The Corporation (Canadá, 2003)
direção: Mark Achbar e Jennifer Abbott/ roteiro: Joel Bakan

5. Mondovino (França/Itália/Argentina/eua, 2004)
direção: Jonathan Nossiter

6. Super size me - a dieta do palhaço/ Super size me (eua, 2004)
direção: Morgan Spurlock

7. Food, Inc. (eua, 2008)
direção: Robert Kenner

8. Sob a névoa da guerra/ The Fog of War: eleven lessons from the life of Robert S. McNamara (eua, 2003)
direção: Errol Morris

9. Tarnation (eua, 2003)
direção: Jonathan Caouette

10. Uma verdade inconveniente/ An inconvenient truth (eua, 2006)
direção: Davis Guggenheim

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Suco do dia
Morango, amora, ameixa fresca, beterraba, cenoura, berinjela, chuchu, limão, gengibre, canela, linhaça e mate.
ficou rosa-choque.

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Senado vota hoje entrada da Venezuela no Mercosul
Será que agora vai?

update: Adiaram a votação. Foi votado apenas no dia 16 de dezembro e, finalmente, a Venezuela foi aprovada para o Mercosul pelo nosso Senado. Agora só temos de esperar a aprovação no Paraguai. Que beleza.



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Stand by me

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Terça-feira, Dezembro 8


Explosões em Bagdá atingem futura embaixada brasileira, diz MRE
Imagine o "furor" no Itamaraty para saber quem serão os "sortudos" enviados para trabalhar lá.




Ek-sistência*

"eu-real", "eu-atual", "eu-original", "eu-normal".
Por qual deles se deve lutar?
Se é que se pode...

* Heidegger, em diversos textos, como, por exemplo, Sobre a essência da verdade.



Fui picada por um aedes aegypti no domingo, mas - felizmente - não fui infectada.



Fina-Listas: As 5 melhores animações dos anos 2000

1. As bicicletas de Belleville/ Les triplettes de Belleville (França/Bélgica/Canadá/Reino Unido, 2003)
direção e roteiro: Sylvain Chomet

2. Valsa com Bashir/ Vals Im Bashir (Israel/Alemanha/França/eua/Finlândia/Suíça/Bélgica/Austrália, 2008)
direção e roteiro: Ari Folman

3. Persépolis/ Persepolis (França/eua, 2007)
direção e roteiro: Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi

4. Waking Life (eua, 2001)
direção e roteiro: Richard Linklater

5. O homem duplo/ A scanner darkly (eua, 2006)
direção e roteiro: Richard Linklater

Os dois últimos não são animações em sentido estrito, pois foram filmados com gente e transformados em desenho na pós-produção. Aqui vale. São animações do século XXI.

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Carne e osso

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Segunda-feira, Dezembro 7


Fina-Listas: Os 10 melhores filmes estrangeiros dos anos 2000

1. Cidade dos Sonhos/ Mulholland Drive (França/eua, 2001)
direção e roteiro: David Lynch

2. Réquiem para um sonho/ Requiem for a dream (eua, 2000)
direção: Darren Aronofsky/ roteiro: Darren Aronofsky e Hubert Selby Jr.

3. Oldboy (Coreia do Sul, 2003)
direção: Chan-wook Park/ roteiro: Jo-yun Hwang, Chun-hyeong Lim, Joon-hyung Lim e Chan-wook Park

4. A professora de piano/ La Pianiste (Alemanha/Polônia/França/Áustria, 2001)
direção e roteiro: Michel Haneke

5. Irreversível/ Irréversible (França, 2002)
direção e roteiro: Gaspar Noé

6. Spider - desafie sua mente/ Spider (Canadá/Reino Unido, 2002)
direção: David Cronenberg/ roteiro: Patrick McGrath

7. Dogville (Dinamarca/Suécia/Noruega/Finlândia/Reino Unido/França/Alemanha/Holanda, 2003)
direção e roteiro: Lars von Trier

8. Dolls (Japão, 2002)
direção e roteiro: Takeshi Kitano

9. Purgatório/ Nadzieja (Alemanha/Polônia, 2007)
direção: Stanislaw Mucha/ roteiro: Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz

10. 4 meses, 3 semanas e 2 dias/ 4 luni, 3 saptamâni si 2 zile (Romênia, 2007)
direção e roteiro: Cristian Mungiu

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The man machine

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Domingo, Dezembro 6


Hoje de manhã, comprei lichias deliciosas na Cobal.



Fina-Listas: Os 10 melhores filmes nacionais dos anos 2000

Final de ano é sempre época de fazer listas. Este ano, em especial, tem mais um apelo porque se aproxima o desfecho da década (que, na verdade, começou no ano 2001 e terminará em 2010; entretanto, como se gosta de números redondos para iniciar, considera-se a partir de 2000). Nos próximos dias, farei algumas (como sempre, sem grandes reflexões, listando o que me vem à cabeça, ou seja, amanhã já posso pensar diferente).

1. Amarelo Manga (2002)
direção: Cláudio Assis/ roteiro: Hilton Lacerda

2. 1,99 - um supermercado que vende palavras (2003)
direção: Marcelo Masagão/ roteiro: Marcelo Masagão e Gustavo Steinberg

3. Cronicamente Inviável (2000)
direção e roteiro: Sergio Bianchi

4. Cidade de Deus (2002)
direção: Fernando Meirelles e Kátia Lund/ roteiro: Bráulio Mantovani

5. Narradores de Javé (2003)
direção: Eliane Caffé/ roteiro: Luis Alberto de Abreu e Eliane Caffé

6. Durval Discos (2002)
direção: Anna Muylaert/ roteiro: Anna Muylaert

7. Batismo de Sangue (2006)
direção: Helvécio Ratton/ roteiro: Dani Patarra

8. Estômago (2007)
direção: Marcos Jorge/ roteiro: Marcos Jorge e Fabrizio Donvito

9. Árido Movie (2004)
direção e roteiro: Lírio Ferreira

10. Anjos do Sol (2006)
direção e roteiro: Rudi Lagemann

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Life on Mars?

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Sábado, Dezembro 5


Eco4Planet
Mecanismo de busca (via Google) que promove o plantio de árvores de acordo com o número de acessos.



Suco do Dia
Abacaxi, maçã, limão, nabo, hortelã, couve, gengibre, linhaça, canela, batidos com mate e muito gelo.
Refrescante!

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Hedonism

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Sexta-feira, Dezembro 4


Suco do Dia
Morango, amora, ameixa fresca, limão, nabo redondo, beterraba, hortelã, gengibre, couve, canela, sementes de linhaça, batidos com mate.

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Sinal fechado

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Quinta-feira, Dezembro 3


Muito de saco cheio dessa manada de ignorantes que inunda o mundo.
Mas não vou afundar não. Vou dar braçada.



Trilha
Circuladô de Fulô

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Congresso de Honduras nega restituição de Manuel Zelaya

ai.
Se Honduras tivesse alguma relevância, a coisa federia.



Que absurdo!
A pessoa vai ao médico, é pessimamente atendida, relata o acontecido em seu blog, é processada por isso e ainda tem de pagar indenização ao médico incompetente (para ser eufêmica).
que mundo é esse?


Quarta-feira, Dezembro 2


Estação Inferno
Como já bem disse o meu querido amigo Maurício Gaia: "é impossível manter a elegância neste calor miserável".



Terça-feira, Dezembro 1


Desalento
Testemunhar um curso conhecido por certa excelência transformar-se rapidamente em fábrica de salsicha.



Estresse e ansiedade em níveis colossais.



Trilha
Little trouble girl

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Segunda-feira, Novembro 30


Migraine boy - episódio piloto




Web Web

Trailblazing
A Royal Society, de Londres, para comemorar seus 350 anos de publicações, disponibiliza no site uma seleção dos mais representativos artigos da "Philosophical Transactions". Tem textos históricos e textos atuais.

Cheesipedia
Wikipédia de queijos. Ainda está no início (apenas 30 tipos de queijos franceses listados até agora), mas deve crescer.

Smoking fries
Morgan Spurlock, autor do documentário Super size me - a dieta do palhaço, faz uma curiosa experiência com sanduíches e "fritas" (??!) daquela cadeira de lanchonetes que promove o mcCâncer feliz. Como alguém tem coragem de comer esse lixo?



Trilha
Firestarter

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Domingo, Novembro 29


Trilha
O Estrangeiro

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Sábado, Novembro 28


Sol Rio 40 graus => melanina power
3mg de melatonina à noite => profusão de sonhos loucos



Trilha
Fora da ordem

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Sexta-feira, Novembro 27


Quinta-feira, Novembro 26


Canceriana
Sempre tenho vontade de cuidar das pessoas de quem gosto e que me são próximas.



Trilha
Losing my religion

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Quarta-feira, Novembro 25


Trilha
Country House

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Terça-feira, Novembro 24


Trilha
Push it

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Segunda-feira, Novembro 23


Trilha
Saiba

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Domingo, Novembro 22


TORRENT 2009


* Grey Gardens: Telefilme produzido pela HBO que conta a história de Edith Bouvier Beale e sua filha "Little" Edie desde quando esta era criança. É até interessante assistir antes do documentário homônimo, de 1975, comentado aqui há alguns dias, porque proporciona uma visão mais completa de tudo o que aconteceu para chegar àquele ponto. Jessica Lange interpreta Edith e Drew Barrymore interpreta "Little" Edie. As duas estão fantásticas em seus papéis. A direção de arte - a reconstrução das várias décadas que o filme cobre (com cenários, figurinos e caracterizações, inclusive o envelhecimento das atrizes) - é impressionantemente impecável. Concorreu a dezessete Emmys e levou seis: direção de arte, atriz principal, ator coadjuvante, telefilme do ano, maquiagem e hairstyling.
Decadência e loucura

Grey Gardens
dir. Michael Sucsy
roteiro: Michael Sucsy e Patricia Rozema
eua, 2009
104 min.

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Barbárie e terrorismo de Estado

Israel planes launch air strikes on Gaza Strip.
Several Palestinians have been injured after Israeli aircraft carried out airstrikes against targets in the Gaza Strip, officials say.

Free Palestina now!




Rio de Janeiro: estação inferno
Os dias têm sido insuportavelmente infernais.
Agora, sem brincadeira, hoje, o sol está carrasco com requintes de crueldade.
Nesta época, mesmo com bloqueador solar fator 60, meu rosto arde só de sair na rua (minha pele de pêssego é muito sensível rsrs).



Sábado, Novembro 21


A tão falada entrevista do Caetano.

E a carta que o Caetano enviou à Veja dias depois.

Estou com Caetano nessa. Quando balbúrdia por nada!
Chega a ser inacreditável.



Trilha
Juízo Final

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Sexta-feira, Novembro 20


Trilha
Nós

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Quinta-feira, Novembro 19


Pra quem ainda não se ligou
EUA e outros líderes mundiais adiam chance de acordo sobre clima
Ou seja, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, marcada para dezembro em Copenhague, micou. China, eua, Indonésia e Japão já declararam que não assinarão nenhum acordo vinculante; apenas - no máximo - uma declaração de intenções (que, na prática, vale nada).
Sinto dizer, mas o apocalipse está próximo.



É hoje!
Reunião dos 27 líderes dos países-membros escolherá nesta quinta (19/11) o primeiro presidente da União Europeia.
O cargo foi criado pelo Tratado de Lisboa, ratificado pelos 27 países recentemente.
Escolherão também o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança (será o chanceler do bloco) e o Secretário-Geral.
Vamos ver o que acontece...



Trilha
Double Dare

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Quarta-feira, Novembro 18


Trilha
Não vou me adaptar

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Terça-feira, Novembro 17


Segunda-feira, Novembro 16


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Paranoid android

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Domingo, Novembro 15


Meus comentários cinéfilos têm sido, em geral, ainda mais curtos porque assisti a esses filmes já há alguns meses e minha cabeça anda focada em outras questões.



TORRENT 2009


* Grey Gardens: Edith Bouvier Beale e sua filha "Little" Edie fizeram parte da aristocracia durante anos, mas, com a falta de dinheiro, foram se soterrando em sujeira e decadência. Depois de aparecerem no jornal devido a uma denúncia dos vizinhos à vigilância sanitária os irmãos Maysles vão até Grey Gardens (nome da mansão arruinada onde as duas moram) para fazer um documentário. Elas eram parentes de Jaqueline Kennedy, que chegou a lhes dar alguma ajuda. Edie, já com quase oitenta anos, e "Little" Edie, com cinquenta e tal, habitam uma enorme casa caindo aos pedaços, cheia de gatos, suja, por muito tempo sem água e sem eletricidade (por falta de pagamento). Os depoimentos e o registro da vida, da rotina e do ambiente em que vivem são impressionantes.
Impressionante

Grey Gardens
dir. Ellen Hovde, Albert Maysles, David Maysles e Muffie Meyer
eua, 1975
100 min.

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Suco do dia
Morango, kiwi, ameixa fresca, limão, cenoura, beterraba, nabo, couve, hortelã, gengibre, semente de linhaça, canela e cravo em pó, batidos com mate.

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Wish Fulfillment

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Sábado, Novembro 14



TORRENT 2009



* Watchmen (director's cut): O pôster do filme já anuncia o diretor como visionário por ter dirigido 300 (!!?). Mau sinal. É a adaptação de HQ homônima que, dizem (não sei nada de quadrinhos) ser muito boa. O filme não é. Passa-se num imaginário ano de 1985, em que a guerra fria está prestes a esquentar e há um super-heróis aposentados espalhados pelos eua. Um deles é assassinado e os outros resolvem voltar à ativa para descobrir o que acontecera. A coisa mais legal é mesmo a frase: "Their mission is to watch over humanity... but who is watching the Watchmen?" (algo como "a missão deles é vigiar a humanidade... mas quem vigia os vigilantes?"). Questão que imediatamente evoca Michel Foucault. A trilha é do genial Philip Glass, o que ajuda muito a tornar o filme 'assistível'.
Quem vigia os vigilantes?

Watchmen
dir. Zack Snyder
roteiro: David Hayter e Alex Tse, baseados na HQ de Dave Gibbons e Alan Moore
eua, 2009
186 min.

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Trilha
The Universal

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Sexta-feira, Novembro 13


TORRENT 2009


* Dogville Confessions: Making of que acompanha os intensos dias de filmagem do genial e inovador Dogville (2003), dirigido por Lars Von Trier, primeira parte da trilogia USA, composta também por Manderlay (2005) e Wasington (assim mesmo, sem "h"), previsto para ser lançado neste ano, mas acredito que fique para o ano que vem (provavelmente pelo impacto causado pelo polêmico Anticristo*, de 2009). Equipe e elenco ficaram "confinados" perto de um galpão isolado na Dinamarca onde foi montado o incrível cenário. Mostra o intenso trabalho de construção de sentimentos e emoções exigidos pelo singular processo de filmagem de Dogville. Acompanha momentos do diretor (que tem a fama de ser bem difícil) e exibe vários depoimentos dos atores, principalmente os que foram dados dentro de um pequeno cômodo de madeira construído para que todos pudessem desabafar na frente de uma lente (como se fosse uma daquelas cabines de fotos instantâneas, só que com uma câmera de vídeo e com porta). É um ótimo complemento para os admiradores do filme.
Criação

Dogville Confessions
dir. Sami Saif
Dinamarca, 2003
52 min.

* Estou chutando o motivo.

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Trilha
Pennyroyal tea

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Quinta-feira, Novembro 12


Trilha
A Dança

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Quarta-feira, Novembro 11




Trilha
Over

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Terça-feira, Novembro 10


Identidade visual
Este blog já é vintage. Nesses mais de oito anos nunca fiz grandes mudanças.



TORRENT 2009 - Revisão dos Cults


* Os deuses devem estar loucos: Esse é o filme que começa com uma tribo africana que idolatra uma garrafa vazia de Coca-Cola, que traz competição, egoísmo e discórdia para a comunidade antes pacífica e harmoniosa. E continua com a jornada de Xi, líder da tribo, até o fim do mundo (no caso, bem restrito) para jogar fora a tal garrafa e impedir que algum dia ela retorne. Não precisa dizer mais nada.
Estranhamento

Gods must be crazy
dir. Jamie Uys
roteiro: Jamie Uys
Botswana/África do Sul, 1980
109 min.

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Segunda-feira, Novembro 9


20 anos da queda do muro de Berlim.



TORRENT 2009


* O silêncio de Lorna: O mais recente filme dos irmãos Dardenne, os belgas queridíssimos por Cannes, grandes representantes do cinema valão (wallon) atual. Duas Palmas de Ouro recentes: A Criança / L'Enfant, de 2005, e Rosetta, de 1999. O Silêncio de Lorna revela um período crítico na vida de Lorna e seu namorado, imigrantes albaneses ilegais na Bélgica, o amigo junkie, o taxista italiano com aspirações mafiosas, o contrabandista de cigarros russo. Jogos com a legalidade e suas formas de transgressão. A obtenção da cidadania europeia como valor inestimável para os marginalizados, acima de todos os outros. Concorreu à Palma de Ouro e ganhou o prêmio de melhor roteiro em Cannes.
Banidos

Le silence de Lorna
dir. Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
Bélgica/França/Itália/Alemanha, 2008
105 min.

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Trilha
Geni e o Zepelim

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Domingo, Novembro 8


Sobrevivência
Teatro deveria ser matéria obrigatória desde o ensino fundamental.



Minha relação com as línguas é essencialmente auditiva (sonora).
Musical, na verdade. Preciso identificar uma melodia e incorporá-la.



Cotidiano
Com o calor infernal, chega também a época em que a conta de luz sobe em proporções solares. Não tenho aparelho de ar condicionado em casa, mas a geladeira gasta muito mais, a máquina de lavar é mais usada, e os ventiladores funcionam direto.



TORRENT 2009



* Trama Internacional: Assisti a esse filme porque foi dirigido por Tom Tykwer, alemão responsável pelo excelente Corra, Lola, corra / Lola rennt (1998) e pelo respeitável Paraíso / Heaven (2002), primeiro dos roteiros da trilogia póstuma deixada por Krzysztof Kieslowski a ser produzido (os outros são Inferno / L'Enfer*, de 2005, dirigido por Danis Tanovic**, e Purgatório / Nadzieja***, de 2007, uma obra de arte). The International não está no nível dos filmes citados acima. É uma trama de conspiração internacional envolvendo bancos e empresas privadas. Já no clima da tal NOEI (nova ordem econômica mundial), o dinheiro manda e desmanda sempre com o objetivo de se multiplicar e o funcionamento é otimizado por critérios numéricos. Tem Clive Owen, Naomi Watts e Ulrich Thomsen**** no elenco.

The International
dir. Tom Tykwer
roteiro: Eric Singer
eua/Alemanha/Reino Unido, 2009
118 min.


* Comentado por mim aqui.
** Cineasta da Bósnia Herzegovina que roteirizou e dirigiu Terra de ninguém / No man's land (2001), que ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, e concorreu à Palma de Ouro e ganhou o prêmio de melhor roteiro em Cannes. Meu comentário, quando lhe assisti no cinema.
*** Comentado por mim aqui.
**** Ator dinamarquês que fez Festa de Família / Festen (1998), o extraordinário primeiro filme do movimento Dogma 95, As maçãs de Adam / Adams æbler (2005), Brothers / Brødre (2004), Allegro (2005). Grande cinema dinamarquês.

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Trilha
Dumb

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Sábado, Novembro 7


Cotidiano*
Tem uma pilha de roupas para passar me esperando.

* Já que estou numa fase musical (no blog): Cotidiano.

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Curiosa essa coisa de programar para o futuro a postagem de comentários sobre filmes a que assisti há meses (no passado).
significativo.



Estação do ano: inferno
O calor excessivo joga contra as atividades intelectuais.



TORRENT 2009



* A Praia: Danny Boyle é um diretor inglês responsável por vários filmes legais e - por ter o mérito de ousar e tentar diferentes estilos - outros nem tanto. No seu currículo encontram-se Cova Rasa/ Shallow Grave (1994), Trainspotting (1996), Por uma vida menos ordinária/ A Life Less Ordinary (1997), Extermínio/ 28 days later (2002) e, dentre outros mais, o grande ganhador do Oscar deste ano Quem quer ser um milionário?/ Slumdog Millionaire (2008). A Praia é baseado no livro (homônimo) de estreia no mercado editorial do jovem escritor britânico Alex Garland, publicado em 1996. Richard (Leonardo DiCaprio*) viaja sozinho para a Tailândia. Na pousada em que se hospeda, conhece o esquisitão Daffy (Robert Carlyle), que lhe fala de um lugar especial, escondido, tudo em meio a um comportamento bastante perturbado. Richard acaba com o mapa para o tal lugar e convida Françoise (Virginie Ledoyen) e Étienne (Guillaume Canet) - casal de franceses que ocupa um quarto vizinho - para ir com ele tentar descobrir se o o tal lugar realmente existe. Eles vão e chegam ao seu destino. Encontram uma comunidade que vive isolada e com regras bastante específicas, liderada por Sal (Tilda Swinton). Conseguem ser aceitos e ali vivem uma experiência inesperada. A história é, de fato, muito boa. E o roteiro dá conta dela. O filme é uma ótima realização. Recomendo. Concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim.
Natureza x Liberdade

The Beach
dir. Danny Boyle
roteiro: John Hodge, baseado no livro de Alex Garland
eua/Reino Unido, 2000
119 min.

* Resisto muito a assistir a filmes com Leonardo DiCaprio - o chamado 'efeito Titanic' -, mas esse valeu a pena.

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Apeguei-me a esta imagem:




Trilha
Protège moi

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Sexta-feira, Novembro 6


Escrever aqui no blog é a minha terapia.



TORRENT 2009


* Canadian Bacon: Até onde eu sei, é o único longa-metragem de ficção de Michael Moore. A economia dos eua não vai bem e a popularidade do presidente está baixa. A alta cúpula do governo conclui que eles precisam de uma guerra para alavancar seus índices de aprovação. Eles têm dificuldade para decidir qual seria o novo inimigo e, diante da falta de opções, resolvem criar um incidente fictício com o Canadá. Em Niagara Fall, um grupo de cidadãos liderados pelo xerife organiza-se para fazer o primeiro ataque ao país vizinho. Uma comédia bem bocó que - como Moore adora - ridiculariza os estadunidenses e os retrata como completos imbecis.
O ridículo dos eua

Canadian Bacon
dir. Michael Moore
roteiro: Michael Moore
eua, 1995
91 min.

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No primeiro período do primeiro ano da minha primeira faculdade, Letras - UFRJ, o ótimo professor de Teoria Literária, L. Edmundo Bouças Coutinho, na sua primeira aula, perguntou à turma se 'estávamos prontos para perder a ingenuidade'.
Aquela ingenuidade anestésica da superficialidade do senso-comum. Comumente, poucos estão prontos.



Trilha
A cidade

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Quinta-feira, Novembro 5


Hoje tive uma das piores enxaquecas da minha vida.



TORRENT 2009


* Rede de Intrigas: Filme da fase "áurea" do diretor Sidney Lumet, que, aos oitenta e cinco anos, continua ativo e filmando (seu mais recente lançado é Antes que o diabo saiba que você está morto/ Before devil knows you're dead, de 2007. Em Network, Howard Beale (Peter Finch) é âncora de um telejornal que tem perdido audiência progressivamente. Com alguns 'estudos' e decisões a respeito do futuro da emmissora, os altos executivos resolvem transformar o departamento de notícias em entretenimento. E despedem Beale, que tem mais uma noite, a última, à frente do informativo. Ele dá uma surtada bacana e começa a falar 'verdades'. E incentiva todos os seus telespectadores a saírem na janela para gritar: "I'm mad as hell, and I'm not going to take it anymore.". Vira ídolo imediato. Sucesso. A forma de reincluir esse dissonante é dar-lhe um programa em horário nobre chamado: The mad prophet of the air-waves. É muito bom. E tem aquela coisa visionária vinda do espanto causado pela pandifusão da televisão e do aumento absurdo de seu poder de influência que, sem dúvida, mudou o modo de viver do ser humano. Ganhou quatro estatuetas do Oscar (ator: Peter Finch, atriz: Faye Dunaway, atriz coadjuvante: Beatrice Straight, roteiro original: Paddy Chayefsky) e concorreu a outras seis nas principais categorias. Ganhou Globos de Ouro e diversos dos mais importantes prêmios dos eua.
Autocracia?

Network
dir. Sidney Lumet
roteiro: Paddy Chayefsky
eua, 1976
121 min.

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Trilha
O reggae

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Quarta-feira, Novembro 4



Acabo de ler na Folha de S. Paulo que Madonna, em sua visita ao Brasil, pode encontrar com o presidente Lula.

de cara, achei bizarro.
todavia, há sim como criar argumentos que justifiquem.



update Violeta
Em um único vasinho, três flores abertas e dezessete botões ainda fechados.
Acho que ela gosta daqui.
Deve ser tantã.




Esse excesso de umidade do Rio de Janeiro me incomoda muito.
O calor chegou chutando a porta.
Meu notebook fica über-lento no calorão.
é.



Ge-stell
A esperança é a expressão máxima da vontade.
Não o querer. A vontade.



TORRENT 2009


* Chaplin: O filme conta toda a vida possível (e cabível em um longa-metragem) de Charles Chaplin, desde pequeno na Inglaterra, problemas com a mãe doente mental, as primeiras apresentações em teatros, até a criação de seu grande personagem Carlitos (The Tramp), o sucesso na indústria cinematográfica, a vida amorosa, a velhice. É uma cinebiografia de respeito. Robert Downey Jr., excelente, no papel-título, faz um personagem carismático até nos seus momentos mais sórdidos (a gente releva por ser ficção). Um grande apanhado. Um ótimo retrato de sobrevoo de um dos maiores mitos do cinema mundial.
Cinebiografia

Chaplin
dir. Richard Attenborough
roteiro: William Boyd, Bryan Forbes e William Goldman, baseado nos livros My Autobiography, de Charles Chaplin, e Chaplin His Life and Art, de David Robinson.
Reino Unido/eua/França/Itália, 1992
143 min.

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Sentido puro - metáfora de visualização impossível
O sono é espiral e redondo.



Terça-feira, Novembro 3



Alguém chegou aqui por esta busca no Google sobre livros de psiquiatria e de sociologia.

A casa informa que não trabalha com o produto.




Fina Garden
Meu vasinho de violetas está todo florido novamente. E cheio de botões ainda a abrir.



Webseries

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TORRENT 2009 - Clássico


* Taxi Driver: Robert De Niro (novo e bonitinho) é Travis Bickle, um motorista de táxi que circula pela noite pesada da Nova Iorque dos anos 1970. Circula sem destino, sem propósito, sem sentido. A tal vida vazia aparece na sua forma setentista. A vida muda para que o vazio permaneça o mesmo. Travis sai de sua anestesia hiperestésica circular progressivamente, aos tropeções. Apaixona-se por Betsy (Cybill Shepherd; levemente robótica, se é que me faço entender), uma moça que trabalha num comitê eleitoral, enquadrada, com serviço burocrático e diurno. Um obstáculo, ele claramente não faz parte desse mundo. Outcasted incluído. Subjugado.
Nessa trajetória implosiva, Travis encontra Iris (Jodie Foster, com apenas 14 anos) fazendo programa na rua e não se conforma com a brutalidade de um lugar que permite prostituição infantil. A América deprimida. E escapes de revolta. Indicado em quatro categorias para o Oscar (ator, atriz coadjuvante, música e fotografia). Martin Scorsese ganhou a Palma de Ouro, em Cannes, por este filme.
O Vazio da vida

Taxi Driver
dir. Martin Scorsese
roteiro: Paul Schrader
eua, 1976
113 min.

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Segunda-feira, Novembro 2


ideia mórbida: caso eu morra abruptamente, "continuarei postando" por mais alguns dias. significativo.

Começo a usar a possibilidade de programar postagens.
Em dias de muita escrita, ideias, whatever, posso escolher a data de publicação para o futuro (!!!).



Eu faria uma websérie. Se encontrasse mais alguns desnorteados para formar uma equipe.

***********

Não preciso ter sempre vontade de escrever todos os dias. (única vantagem de escrever de graça pra mim mesma.)





Química
A interação medicamentosa é algo impressionante.



Wtf?

inclusividade.



Devaneios (!?)

No mundo hodierno, o futuro é hoje. Mundo pulverizado, no sentido de feito de pó, frágil, transitório, sem fundo e sem base. 'Castelos de Areia' é a catacrese mais legítima para ilustrar.
A única garantida de amanhã é imaginar hoje. Uma imagem apenas - em todo o seu lato sentido.

***********

O Ocidente, em todos os seus mais de vinte séculos, esforçou-se até o limite para produzir sentidos. Dos mais metafísicos e originários, até os corriqueiros e mundanos. E essa própria história de raciocínio extremado e instantes de compreensão traçou um caminho autófago no auge da explicitação da finitude.

Já não temos mais base.

O Sentido, agora de areia, mal se sustenta em uma crença atávica.



Futuro e passado são construções da e na linguagem.


Domingo, Novembro 1


Atraímos (e somos atraídos por) ocasiões que confirmam nossos padrões.
Involuntariamente.



Dadarquia é um conceito. Longinquamente utópico ainda; logo, sujeito a imensos equívocos de interpretação.


###########

Curioso pensar no sentido de equívocos de interpretação.



Funcionalização é quando o funcionamento é identificado com o Bem.


Sexta-feira, Outubro 30


Em pouco tempo, as guerras serão feitas pela movimentação maciça dos Fundos Soberanos.


Quinta-feira, Outubro 29


Voto de silêncio.


Segunda-feira, Outubro 26


Ge-stell
Clubes noturnos, corrupção e a nova normalidade do Iraque

A inclusividade do Ocidente esfrega-se na nossa cara. Explícita. Cristalina como a nova ordem, limpa, reta, lisa, otimizada, inoxidável. E - embricada, junto, 'ao mesmo tempo agora' - deformada, corroída, transitória, imediatista, provisória.
O Iraque tem dinheiro. Muito. Petróleo. Uma nova "democracia" imposta e enformada pelas tropas norte-americanas do novo mundo. Com dinheiro floresce o comércio. E abunda a criação de datas, eventos, pretextos, festas, comemorações. Oportunidades para ostentar, medir, circular e afanar riquezas. Vida noturna, música, prostituição, álcool. Um Estado democrático e, obviamente, laico (democracia e religião são dois conceitos auto-excludentes).
Um Estado corrupto, deslumbrado com o fascínio do dinheiro. Valores? Enterraram todos os que não são conversíveis em dólares.

Bloodbath in Baghdad.


Segunda-feira, Outubro 19


Memória
Os seres humanos somos repetição.

O eterno retorno do mesmo
A memória - ainda pré-ciente - é o que nos faz seguir sempre o mesmo caminho.



Hino

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Suco do Dia

Abacaxi, pêssego, limão, cenoura, nabo redondo, hortelã, gengibre e canela batidos com mate.

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O Inconsciente

Semana passada, um professor da universidade onde estudei, que eu conhecia superficialmente (de outro departamento, nada a ver com o meu, nunca me deu aula), apareceu do nada em um sonho meu, trocamos cumprimentos e ele se foi por uma porta. Um dia depois, encontro-o no metrô e trocamos o mesmo 'oi, tudo bem?' e mais nada.

Noite passada, sonhei que estava tocando piano. Hoje, acordei e compus uma pequena canção (letra e melodia) antes mesmo de levantar da cama.


Sábado, Outubro 10


Sinto vergonha alheia por certas pessoas no Twitter.


Terça-feira, Outubro 6


Lavagem cerebral consentida.



A lei antifumo foi declarada inconstitucional pela justiça do Rio.
Parece que o município tem um judiciário fumante.
ainda bem.


Domingo, Outubro 4



"Sim" ao Tratado alcança 67,1% dos votos em plebiscito irlandês
Com esse Tratado de Lisboa a União Europeia dá mais um passo em direção à supranacionalidade.



Equacionar originalidade e foco é um importante aprendizado.



O Chrome já é o melhor navegador disponível.
e de graça.


Sábado, Outubro 3


A sessão de Bastardos Inglórios, no Festival do Rio, que contaria com a presença do diretor Quentin Tarantino teve seus ingressos esgotados em minutos na semana passada, quando iniciaram as vendas.
Agora, Tarantino cancelou a vinda.
Esse povo que pegou fila e brigou (muito) pelo ingresso deve estar se sentindo ludibriado.
no mínimo.


Sábado, Setembro 26


- "O Facebook dá muito mais visibilidade, por que você não escreve lá?"
- Se eu quisesse visibilidade, não escreveria o que escrevo no meu blog.



Eu estou descompensada.



Minha mãe entrou no Facebook muito antes de mim.
isso deve significar algo.



TPM
Saber que as minhocas na sua cabeça são um estado hormonal não ajuda em nada.
nadinha mesmo.


Sexta-feira, Setembro 25


Faraway
O desapego absoluto deve ser sinônimo de felicidade total.


Quinta-feira, Setembro 24


Da série: That's the story of my life
TRAUMA


Quarta-feira, Setembro 23


Mais uma primavera...

Hoje, este blog completa oito anos de existência.


Terça-feira, Setembro 22


Amanhã é aniversário do blog, acho que, por isso, voltei aos comentários cinéfilos. Já tem uns dois meses que não assisto a um filme, mesmo assim, ainda tenho 23 títulos na lista de espera para aparecer aqui.




Gentileza deveria gerar gentileza.
mas não.




Melancolia, a gente se vê por aqui.



Ontem teve dilúvio no Rio.
É inacreditável. O 'cartão-postal do Brasil' (sim, pois, pois), a cidade maravilhosa ("purgatório da beleza e do caos"), a grande metrópole-balneário, tem uma infra-estrutura pífia (se assumirmos que tem alguma).
Sistema de transporte precário (o povo lá do subúrbio sofre), o metrô tem duas linhas risíveis de tão curtas e está longe, distante a perder de vista, de formar uma malha que cubra e atinja sua extensão.
Quando chove, a Zona Sul, a 'zona chique', alaga (tentemos imaginar o que acontece com o resto), o nobre e caríssimo bairro da Gávea transforma-se num piscinão (alô, Ramos!), os bueiros jorram água podre.
Definitivamente, maravilhosa a cidade.



TORRENT 2009


* A Facção Baader Meinhof: Baseado no livro de Stefan Aust, conta a história do grupo guerrilheiro alemão Red Army Faction (RAF), conhecido como Baader-Meinhof* (sobrenome de seus dois líderes: Andreas Baader e Ulrike Meinhof), ativo na década de 70. Numa nova Alemanha democrática, depois do traumático período nazista, eles enxergavam (muito acuradamente, deve-se ressaltar) a nova face do totalitarismo no 'imperialismo norte-americano'** que tomava conta do país. Lutavam com manifestos e armas. Falas bombásticas e bombas eloqüentes***. Ulrike Meinhof era a intelectual, a que escrevia os textos divulgados; Andreas Baader (interpretado por Moritz Bleibtreu****) era o homem da ação, o líder dos "trabalhos de campo". O filme é longo e narra toda a trajetória deles, o início, a chegada de novos membros, as mortes, e todo o período do extenso e conturbado julgamento. Um trabalho de respeito: elenco, direção, roteiro, montagem, direção de arte, tudo ajustado. Concorreu, como melhor filme estrangeiro, ao Oscar e ao Globo de Ouro. Estava em cartaz nos cinemas até há pouco tempo (ainda deve estar em algumas cidades).
Resistência

Der Baader Meinhof Komplex
dir. Uli Edel
roteiro: Bernd Eichinger
Alemanha/França/República Tcheca, 2008
180 min.


* No primeiro disco da Legião Urbana, tem uma música chamada Baader-Meinhof Blues ("Essa justiça desafinada/É tão humana e tão errada"). Só uma curiosidade.
** Expressão plurissêmica, eu sei. Talvez tão batida que já não diga mais nada. Todavia, mantê-la-ei; quiçá escreva um post sobre.
*** A palavra eloqüentes precisa do trema. Até 2012, dou-me o direito de usá-lo.
**** Moritz Bleibtreu é uma espécie de Ricardo Darín da Alemanha, está em todas (as películas). Assim como Cillian Murphy é o Darín irlandês. Quem seria o Darín brasileiro? Matheus Nachtergaele, provavelmente. Se bem que o Leonardo Medeiros tem ameaçado tomar o título. Outros possíveis: Selton Mello e Caio Blat.

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Sunny happy world


Entrei numa fase bola-murcha.

Corra, Lola, corra.

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Sou tão suscetível. Coisa chata. Desagradável.

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Nada me deixa tão acuada, intimidada e encolhida quanto violência física.
Sei lidar com embates no nível da fala, mas no físico, me é tão estranho, adverso, repulsivo, alheio, que caio em embotamento. É animalesco demais pra mim.

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E a doce ilusão daqueles que repetem intermitentemente um discurso fantasioso e contrário à sua prática?
Amarga pra quem está do outro lado.

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Os mais tiranos são aqueles que mais alardeiam valores e convicções democráticos. Uma perversidade entranhada em palavras vazias.



O primeiro episódio da super aguardada sétima temporada de Curb your enthusiasm foi exibido no domingo passado nos eua. Ainda não apareceram os integrantes originais de Seinfeld, mas já foi sensacional. Larry David sabe tudo de comédia inteligente.
Sem dúvida, o melhor seriado de comédia na ativa.
disparado.

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Quinta-feira, Setembro 17


Definitivamente, sou para-raio de maluco.



Quinta é um dia difícil pra mim.
Acordo às 7h, saio de casa às 8:20h e volto às 21h.
Na atividade (intelectual) sem parar. Quando chego, não quero mais pensar nada.


Quarta-feira, Setembro 16


Pós-modernidade ou Über-modernidade?
whatever.
É totalitarismo pandifundido e sem face.



Direto da Der Spiegel: entrevista com Strauss-Kahn, diretor do FMI.
estamos ferrados.



Só há guerra onde não há transparência.


Terça-feira, Setembro 15


Chorar faz bem.
Não resolve, mas faz bem.



Da série: Futilidades
Com os vários esmaltes que tenho, faço misturas e crio minhas próprias cores.
Exclusivas.



Da série: Ego
Fato: não sou uma pessoa organizada. Sou essencialmente caótica.



Da série: Eu tenho um coração
É extremamente triste este mundo onde somos apenas peças substituíveis.


Sexta-feira, Setembro 11


O grande evento da resistência
11 de setembro de 2009.
Faz oito anos que o mundo mudou.
Dia incrível e inesquecível aquele.


Quinta-feira, Setembro 10


Um que Tenha
Acervo variadíssimo de discos de música brasileira para download.


Quarta-feira, Setembro 9


Sempre o projeto de reconfiguração do real

Acho isso bizarro.


Terça-feira, Setembro 8


mor-ta.


Segunda-feira, Setembro 7


Frases famosas do cinema

Foi lançado um livro, chamado "Cinema Falado"*, em que o publicitário Renzo Mora (não faço a mínima ideia de quem seja) reúne, como informa o subtítulo da publicação, "as melhores (e as piores) frases do cinema de todos os tempos". Não li, nem ao menos manuseei em alguma livraria, portanto, não sei se presta.

Se formos julgar pela seleção feita pelo UOL, é bem mais ou menos. Mas seria injusto com o autor, que nada teve a ver com isso.

* Cinema Falado é também o título do 'filme-cabeça' dirigido por Caetano Veloso, em 1986.



Diz-se por aí que dinheiro compra até amor verdadeiro.
Prefiro dizer que o dinheiro é tão poderoso que até distorce o conceito de amor.


Domingo, Setembro 6


Sonic Youth confirma show na cidade de São Paulo, em novembro.
Quero muito ir. Vamos ver se será possível.


Sábado, Setembro 5


O Marketing Hacker voltou.



A Resistência

Chávez e Ahmadinejad renovam aliança contra "imperialismo"
Deveriam ter esperado o dia 11 de setembro.
seria lindo.



O crash do Gmail na terça-feira passada mostrou que até deus dá defeito.
pois é.



Televisão é algo que praticamente não faz mais parte da minha vida. Não tenho tv a cabo, o que ajuda bastante. E, enquanto não tiver um dvd player com dvix, nem para assistir a filmes ela me serve. Uso o computador mesmo.

Por falar em filmes, já está disponível na web um release de Anticristo, mais recente e polêmico filme do Lars von Trier. Já baixei, só não sei quando terei tempo para assistir.



A aposta mínima da mega-sena aumentará de preço na segunda-feira.
Sonhar ficará mais caro.



Penso sempre na minha lista cheia de filmes vistos a comentar. Tenho vontade. Todavia, logo me vêm à cabeça o imenso monte de outras coisas urgentes que tenho a fazer.
Eles voltarão, isto é fato. Só não posso precisar quando.
a qualquer momento.



2010
Será que a Marina Silva vem mesmo com tudo? Há quem diga que ela tem fortes chances. Só quero ver - caso seja eleita - se ela terá pulso firme mesmo. E como ela comporá sua equipe, seu primeiro escalão.
Entretanto, qualquer esperança de transformação efetiva esvai-se com o sistema brasileiro que faz do executivo refém do Congresso (dominado por figuras e hábitos, digamos, apodrecidos) e de alianças esdrúxulas, além do sistema global econômico que é o que realmente dá as cartas no que diz respeito a política em nível nacional.
Dá pra fazer alguma coisinha, mas exigirá habilidade excepcional.
a conferir.



Algumas pessoas podem achar que enlouqueci de vez, mas tenho tinho enorme prazer em estudar e resolver exercícios de macroeconomia.
É ótimo. E ainda passamos a entender várias coisas que acontecem.
recomendo.



Para quem não toma café como eu, chá verde dá uma ligada incrível.


Sexta-feira, Setembro 4


Nas últimas duas semanas, três pratos, dois copos, e uma garrafa de azeite cheia espatifaram-se no chão.
a bruxa está solta aqui em casa...


Sexta-feira, Agosto 28


Fiquei a semana toda praticamente offline.
Muito a fazer fora do computador.



Frase que resume bem a História da Economia Brasileira: "o de cima sobe e o de baixo desce.", sábio Chico Science.



Tenho tido sonhos mirabolantes.


Sexta-feira, Agosto 21


É um cansaço tão grande...
Chego a minha casa, quero escrever aqui, mas...
Pelo menos os comentários cinéfilos atrasadíssimos tenho de me animar para fazer.

Estava pensando outro dia na grande oportunidade que o Dadarquia me dá de não ser obrigada a escrever só por escrever. Existe essa compulsão louca no nosso mundo. Por exemplo, na academia, você tem de escrever livros e publicar muitos artigos em revistas especializadas para ter currículo, para ser conhecido, para ser respeitado. Aí, tem aquele monte de 'acadêmicos-pavão', com seus mega-egos e megacólons (é. de onde saem seus escritos), que escrevem páginas e páginas para dizer coisa nenhuma e repetem esse mesmo nada diversas vezes em papers supostamente diferentes (são, mas são a mesma coisa). Tenho ojeriza a isso.
Porque não é só hipocrisia, é um mau-caratismo abjeto.


Quarta-feira, Agosto 19


No Copyscape você descobre como há gente por aí copiando - com a mais absurda cara-de-pau - coisas que você escreve e apropriando-se de sua autoria.
não entendo.



Leia antifumo? Que tal uma lei 'anti-colarinho-branco'? Sem dúvida, salvaria muito mais vidas.
ô! e como salvaria!



Você não imagina como é difícil abolir hífens para uma pessoa de 'formação heideggeriana'. Nossa tendência é, inclusive, hifenar sempre mais, separar tudo quanto é prefixo, fatiar as palavras.
Todavia, sigo firme e forte na luta pela (minha) libertação.



Ciência é uma questão de fé

Cientistas mostram que é possível falsificar evidência de DNA.
Não preciso explicar não, né?
uma preguiça...


Terça-feira, Agosto 18


Sarney firme e forte no Congresso, lei antifumo espalhando-se pelo país inteiro,...
nem vou continuar o post.
melhor comentar sobre filmes.


Segunda-feira, Agosto 17


Cinema em Carne Viva
Evento com mostra de filmes, palestras e debates sobre o genial David Cronenberg.



Quarta-feira, Agosto 5


Graças ao Ronaldo, o Dadarquia agora tem feed.



TORRENT 2009 - Clássico


* Apocalypse Now - Redux: Esse filme merece um comentário mais elaborado, entretanto, o tempo passa e eu não me sinto tão "inspirada". Então, escreverei assim mesmo. Assisti à versão Redux, do diretor, que tem duzentos e dois minutos, quarenta e nove a mais do que a versão que entrou em circuito na época do lançamento. Baseado no romance Heart of Darkness, de Joseph Conrad, mostra a trajetória do capitão Benjamin L. Willard (Martin Sheen) para cumprir a tarefa que recebeu de seus superiores na Guerra do Vietnã: encontrar e matar o coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando) que, aparentemente, enlouqueceu e criou uma fortaleza abarrotada de adoradores locais na selva do Camboja. O clima tenso e os horrores da guerra vão se intensificando na medida em que o capitão Willard sobe o rio com seus quatro companheiros de barco. A participação de Marlon Brando é impressionante e ele realmente parece um gigante sobre-humano. O curioso é que essa aura do personagem pode ter sido reforçada pela exigência feita por Brando de só aparecer na penumbra por estar quarenta quilos acima de seu peso normal; um problema que acabou ajudando muito no resultado final. O filme consegue chegar a um ponto extremo em que sentimos aquela dor e temos noção da desumanidade tão humana. Todo o peso do roteiro parece ter se refletido na equipe e na produção que, em vez das seis semanas de filmagem previstas, levou dezesseis meses. Nesse tempo, um furacão destruiu todos os sets, Martin Sheen teve um ataque cardíaco e o diretor Francis Ford Coppola ameaçou suicidar-se várias vezes. E esse era um projeto antigo seu, que ele havia proposto aos produtores dez anos antes e foi recusado por não o terem considerado capaz de comandar tamanha empreitada. Só depois de realizar O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão - Parte II (1974), sua reputação tornou-se sólida o suficiente para obter o financiamento que precisava. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes, empatando com O Tambor (Die Blechtrommel), do diretor Volker Schlöndorff. Ganhou o Oscar nas categorias melhor fotografia e melhor som e foi indicado para os prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Robert Duvall), melhor edição, melhor direção de arte e melhor roteiro adaptado.
The horror! The horror!

Apocalypse Now - Redux
dir. Francis Ford Coppola
roteiro: John Milius e Francis Ford Coppola
eua, 1979
202 min.

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Terça-feira, Agosto 4


Fico séculos sem abrir o MSN. Quando tento entrar, não funciona.
saco.



Tristeza gastronômica

Meu azeite de trufas negras acabou.
sabe deus quando poderei ter outro...



Afobada, de manhã, bati o supercílio na quina da porta. Tá dolorido. E inchando sem parar.
tão legal...


Sábado, Agosto 1


Pense bem antes de declarar algo brilhante. Isso pode denunciar a sua própria limitação.



TORRENT 2009


* O Último Rei da Escócia: Anos 70. Nicholas Garrigan (James McAvoy) é um jovem escocês recém formado em medicina. Ele não sabe ao certo o que quer fazer da vida e acaba resolvendo ir participar de um projeto humanitário em Uganda. Chega ao país africano na época em que o lendário Idi Amin (Forest Whitaker) sobe ao poder. Por um acaso, Nicholas acaba sendo convidado pelo presidente-ditador para ser seu médico particular. Sem ter ideia da verdadeira natureza do governo, ele aceita. E torna-se uma espécie de conselheiro de Amin. Com o tempo, vai descobrindo as atrocidades daquele que foi um dos governantes mais sanguinários do século XX. O ótimo roteiro consegue manter o nível de tensão perfeito, conta a história do personagem fictício e dá boa noção do que foi o derramamento de sangue em Uganda. Forest Withaker, pelo papel de Idi Amin, ganhou o Oscar, o Globo de Ouro e o BAFTA de melhor ator.
A banalidade do mal

The Last King of Scotland
dir. Kevin Macdonald
roteiro: Peter Morgan e Jeremy Brock
Reino Unido, 2006
121 min.

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Sexta-feira, Julho 31


Vaticano confirma gravação de CD com a voz do papa Bento 16
Com discursos e músicas.
Meu deus! Quem vai comprar isso?
Provavelmente aqueles pais adeptos da 'educação pelo bicho papão', pra atemorizar as crianças. No estilo: "faça tal coisa ou então você terá de ouvir o bicho papão Bento XVI".
credo.



TORRENT 2009



* Confissões de uma Mente Perigosa: Cinebiografia do lendário produtor televisivo Chuck Barris, criador, nos anos 70, de vários programas inovadores e de extremo sucesso nos estados unidos. Seus formatos eram popularescos e não primavam pelo bom gosto, mas sim pela audiência a qualquer custo. Foi o responsável por coisas como "The Dating Game" (Namoro na TV) e "The Gong Show" (Show de Caloros), entre outros. O roteiro do excelente Charles Kaufman (Brilho eterno de uma mente sem lembrança, Quero ser John Malkovich, Adaptação, Synecdoche, New York) é baseado na 'autobiografia não-autorizada' escrita pelo próprio Barris, na qual ele inclui uma segunda personalidade para si como agente secreto contratado pela CIA para matar pessoas. É a estreia de George Clooney, que também participa como ator, na direção. A direção de arte é impecável ao reconstituir cada época e foi notadamente magistral no trabalho com as cores. Para o papel principal, chegaram a ser cogitados Johnny Depp, John Cusack, Mike Myers, Ben Stiller e Sean Penn (perfis bem distintos que, sem dúvida, gerariam filmes completamente diferentes), mas acabou ficando com Sam Rockwell e rendendo-lhe o Urso de Prata no Festival de Berlim como melhor ator. Nesse mesmo festival, Clooney concorreu ao Urso de Ouro de melhor diretor.
Boa história

Confessions of a Dangerous Mind
dir. George Clooney
roteiro: Charlie Kaufman
eua/Reino Unido/Alemanha, 2002
113 min.

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Quinta-feira, Julho 30


Nesta nossa civilização toda calcada no modelo visual, imagino (vem de imagem o verbo, né?) que seja algo entre angustiante e sobrenatural ser cego de nascença.



Aqueles choquinhos matinais...
Ando sim especialmente preocupada com minha cabeça.
.sim, excesso de luz



Tem sempre uma dose de hormônio nas coisas.
O que pode ser um alento.
Ou um fardo.



Twitter é a vitrine onde as pessoas expõem sem pudor as maiores idiotices que lhes vêm à cabeça.



A história econômica do Brasil é uma piada de péssimo gosto. Humor escatológico.
Portugueses não são apenas burros, são mesquinhos e egoístas. Uma espécie de povo-cancro que apodreceu todos os lugares que povoou.
E o pior: nós somos eles. Fadados à cruel lei do mundo-cão na qual o que há de pior sempre prevalece.



Ando extremamente lacônica.
E sem nenhuma vontade de me expressar.


Sábado, Julho 25


O FeedBurner não reconhece meu blog.
Fadado ao anonimato desde sempre.
Código velho. Quase 8 anos mexendo nele sem saber direito o que faço. Deve ter tanta "poeira" no html que impede...
anyway...



Alguém do Ministério Público Federal, da Procuradoria Geral da República, entrou aqui ontem.
Deve ser uma delícia ganhar um salário bem gordo e ficar lendo o Dadarquia durante o expediente.
valeu aí, ô.



Tenho twitter (@dadarquia), todavia, escrevo (quase) nada lá. Digo aqui o que tenho a dizer. E aquele limite de 140 caracteres me agonia um pouco.
muito, na verdade.



Nem preciso mais dizer que a lista de filmes a serem comentados está grande, eu sei. No momento, 28 à espera.



Dizem que eu deveria preservar algumas das minhas ideias e não as divulgar no blog.
Pergunto-me: pra quê? Para encerrá-las num hd ou perdê-las na bagunça da minha cabeça com parca memória?
Que circulem as ideias. Que sejam livres. Se alguém resolver desenvolvê-las, não posso impedir. Aqueles que delas se apropriam como se as tivessem gerado, não posso controlar. Caráter, educação e respeito não são as "coisas" mais abundantes na atualidade.
é.



Suco do Dia

morango, kiwi, limão, nabo redondo, cenoura, beterraba, hortelã, gengibre, canela, albumina, semente de linhaça, mate e gelo.

Não foi exatamente o de hoje (o kiwi acabou). Deixo registrado aqui porque ficou simplesmente sensacional.

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Desde segunda?
é.


Segunda-feira, Julho 20


TORRENT 2009


* Hunger: Em 1981, numa Irlanda do Norte ainda bastante perturbada pelas manifestações do IRA (Exército Republicano irlandês) pela separação do país do Reino Unido (do qual até hoje continua sendo integrante), muitos militantes são presos e reivindicam o status de prisioneiros políticos. O filme mostra o péssimo tratamento a que são submetidos na prisão e as terríveis consequências de uma greve de fome deflagrada pelo grupo. Ganhou prêmios em diversos festivais por todo o mundo como Cannes, Veneza, Toronto, Sydney, Estocolmo, Montreal, Londres,...
Causa

Hunger
dir. Steve McQueen
roteiro: Steve McQueen e Enda Walsh
Reino Unido/Irlanda, 2008
96 min.

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Sábado, Julho 18


TORRENT 2009



* O Desejo Liberado: O filme começa mostrando Theo numa angustiante cena de estupro. Ele é preso e condenado por ter feito o mesmo com várias mulheres. Depois de nove anos enclausurado num programa de reabilitação, ele é solto e volta ao convívio em sociedade. Muito acuado e com medo de si próprio, Theo lentamente se reinsere, arruma um emprego, e, finalmente, uma namorada. O relacionamento difícil e conflituoso dos dois e os seus efeitos naquela mente problemática são minuciosamente acompanhados. Cinema alemão contemporâneo, já reflexo de um país estabilizado economicamente, democracia solidificada e sem grandes causas a serem defendidas internamente. Uma sociedade altamente desenvolvida e povoada por uma juventude cética. Foi indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim.
Natureza x Liberdade

Der freie Wille
dir. Matthias Glasner
roteiro: Judith Angerbauer, Matthias Glasner e Jürgen Vogel
Alemanha, 2006
163 min.

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Não consigo RSSficar meu blog.
Alguém me ajuda?


Sexta-feira, Julho 17


TORRENT 2009


* O Elemento do Crime: Primeiro filme da "Trilogia Europa", de Lars Von Trier, formada ainda por Epidemia (1987) e Europa (1991). Simbolismo. Água, muita água. Cavalo. Carimbos. Europa sombria, devastada. Desconforto. Desfiguração dos "pobres fracos". Desvalorização dos teóricos. Medo. Planos meticulosamente planejados. Fotografia amarela com alguns pontos azuis esparsos. Crimes ritualísticos, sistemáticos, inumanos. Deportado. Não há mais estações, não há verão. Sujeira. Envelhecimento. Molhado. Viscoso. Lars Von Trier cru. Concorreu à Palma de Ouro em Cannes e ganhou o Grande Prêmio Técnico no mesmo festival.
Desesperança

Forbrydelsens element
dir. Lars von Trier
roteiro: Niels Vørsel
Dinamarca, 1984
104 min.

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Quinta-feira, Julho 16


Manifesto Lixo Eletrônico: Assine!
Pela inclusão dos eletro-eletrônicos na política nacional de resíduos sólidos.


Terça-feira, Julho 14


O texto do Celso Furtado é muito mais agradável do que se possa pensar. Uma ótima leitura. É só ter algumas noções de economia que se acompanha bem o raciocínio dele.



TORRENT 2009


* Marte Ataca!: Dirigido por Tim Burton e lotado de estrelas. Jack Nicholson, Glenn Close, Annette Bening, Pierce Brosnan, Danny DeVito, Sarah Jessica Parker, Michael J. Fox, Tom Jones, Natalie Portman, Pam Grier, Jack Black,... Como diz o título, a Terra é invadida por marcianos muito esquisitos, com um senso de humor destrutivo e armas altamente perigosas. O presidente do eua (Jack Nicholson) tenta de tudo para estabelecer uma relação amigável, mas os carinhas querem mesmo sangue, querem dominar tudo sem conversa. É uma comédia bem escrachada com boa direção de arte; todavia, para os parâmetros Tim Burton, o visual nem é tão diferentão.
Bacaninha

Mars Attacks!
dir. Tim Burton
roteiro: Jonathan Gems
eua, 1996
106 min.

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Levo na boa que peguem textos meus aqui ou no Making Off e republiquem em outros lugares. Mas, por favor, deem o crédito. É o mínimo da educação.


Segunda-feira, Julho 13


TORRENT 2009 - Revisão de Cults


* Ondas do Destino: A jovem Bess vive num povoado ultraconservador na Escócia. Apaixona-se por Jan e feliz casa-se com ele. Pouco depois, Jan sofre um acidente no trabalho e fica tetraplégico. Para salvá-lo, em busca de um milagre, Bess submete-se a terríveis situações. Peça singular de dor pura e explícita na obra de Lars Von Trier. Uma história de amor contada em capítulos. Amor incondicional, cristalino, originário e sacrificial. Filme com extraordinário poder de colocar o espectador dentro dessa jornada transcendente. A direção é firme e sabe o que quer em cada movimento. É o filme de estreia de Emily Watson, num début fantástico que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz. O filme ganhou o Grande Prêmio do Júri em Cannes e o César de melhor filme estrangeiro. Agudo. Rascante. Dilacerador. Precisa ser visto.
Sacrifício

Breaking the Waves
dir. Lars von Trier
roteiro: Lars von Trier e Peter Asmussen
Dinamarca/Suécia/França/Holanda/Noruega/Islândia, 1996
153 min.

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Domingo, Julho 12


TORRENT 2009


* JFK - A pergunta que não quer calar (versão do diretor): O promotor Jim Garrison (Kevin Costner) desconfia da versão oficial dada ao assassinato do presidente John Kennedy. Ele inicia profunda investigação, que dura anos, liderando uma equipe. A hipótese defendida no filme é a de que houve uma conspiração orquestrada por setores mais conservadores do governo. Concorreu ao Oscar em oito categorias, ganhou dois: melhor fotografia e melhor montagem.
História

JFK (Director's cut)
dir. Oliver Stone
roteiro: Oliver Stone e Zachary Sklar
eua/França, 1991
206 min.

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Sábado, Julho 11


TORRENT 2009


* Nome Próprio: Baseado nos textos autobiográficos de Clarah Averbuck, publicados principalmente no seu blog Brazileira Preta e depois transformados em livro. Mostra bem a época do início da blogosfera, em 2000, 2001. Lembro de ter ido ao blog dela, que era super 'hypado', algumas vezes; mas não me interessei realmente. Foi um momento em que surgiram vários blogs de pessoas que relatavam suas vidas promíscuas e autodestrutivas e eram seguidas com ardor por gente que cultuava a irresponsabilidade, a grosseria e a ignorância como se fossem as coisas mais modernas e transgressoras do mundo. Tudo isso sob uma fantasia de autenticidade, de intensidade. Então tá. É um filme para gente imatura, para adolescentes eternos. Murilo Salles (o diretor) meio que se alojou nesse nicho. A direção de arte é bastante confusa e se perde nas frenéticas mudanças tecnológicas ocorridas desde o ano 2000, utilizando elementos que pertencem a anos (que, para a eletrônica, valem como décadas) distintos. Fica patente a pobreza da pesquisa e o desleixo do trabalho. Querem o mais fácil? Por que não ambientam o filme nos dias de hoje? Precisa colocar conexão dial up? Talvez tenha precisado para que os roteiristas não tivessem de se esforçar mais um pouquinho para fazer algumas adaptações nos textos originais. Típico caso de produção 'cobertor pequeno': se cobre a cabeça, deixa o pé de fora, e vice-versa. Leandra Leal protagoniza bem sendo Leandra Leal. Combinou. Pena que os figurinistas não foram legais com ela e não se importaram em evitar certas peças (totalmente substituíveis) que a desfavoreceram demais. Ganhou três Kikitos em Gramado: melhor atriz (Leandra Leal), melhor filme e melhor direção de arte (!!!??).
Profundíssimo... como um pires

Nome Próprio
dir. Murilo Salles
roteiro: Melanie Dimantas, Murilo Salles e Elena Soarez
Brasil, 2007
120 min.

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Sexta-feira, Julho 10


A huge turn off
Hoje em dia, as pessoas pressupõem, têm como verdade absoluta, fato consumado, que todo mundo vive grudado no celular. Que ninguém o desliga, coloca-o no silencioso ou sai de casa sem ele.
Faço tudo isso. Ainda sei viver como se celular não existisse, em muitos momentos.
E acho bizarro, até meio repelente, o apego que alguns têm ao aparelho. A incapacidade de esquecer daquilo. A compulsão de olhar para a telinha toda hora, de verificar torpedos. Colocar em cima da mesa. Interromper uma conversa. Atender no cinema.
não gosto


Quinta-feira, Julho 9


Grupo de estudos formado para ler na íntegra Formação Econômica do Brasil, do Celso Furtado.
É muito produtivo estudar em grupo. Quando o grupo é sério, claro.



PUC do Rio vai fotografar usuários de maconha

Todos os recantos vão se perdendo...
Vigiar e Punir. Não há onde se esconder.


Quarta-feira, Julho 8


Tenho de pegar o ritmo de novo.



Terça-feira, Julho 7


TORRENT 2009



* O Silêncio do Lago: Casal de namorados holandeses viaja de carro nas férias para a França. Estão apaixonados. Durante a parada em um posto da estrada para abastecer, comprar uma bebida e descansar um pouco, misteriosamente, Saskia (a namorada) some de repente. Rex (o namorado) espera nervoso até anoitecer e começa a entrar em pânico. Passam os dias e nenhuma notícia. Saber o que aconteceu com Saskia transforma-se em sua obsessão. Três anos mais tarde, uma nova pista aparece. E Rex resolve correr os riscos. É um filme tenso nas entrelinhas. Consegue nos transmitir a angústia por que passa o personagem. Tem uma estrutura entrecortada que apresenta peças para que as juntemos no final. Foi premiado em festivais europeus. Em 1993, ganhou um remake norte-americano chamado The Vanishing, com Jeff Bridges e Kiefer Sutherland no elenco.
A angústia da dúvida

Spoorloos
dir. George Sluizer
roteiro: Tim Krabbé
Holanda/França, 1988
107 min.






* Gran Torino: Mais uma película dirigida pelo velho Clint, outro que, aos 79 anos, continua produzindo muito, mais até do que há algumas décadas. Em Gran Torino, além de dirigir, ele também protagoniza, encarnando Walt Kowalski, um americano conservador, veterano da guerra da Coreia. O filme começa com a morte de sua esposa, única pessoa com quem Walt ainda conseguia manter uma relação verdadeira. Ele é amargo, infeliz, neurastênico, e depara-se com a solidão total. Não consegue se dar bem com seus filhos e netos. Detesta a "nova" vizinhança que, ao longo dos anos, foi se formando ao seu redor composta majoritariamente por imigrantes asiáticos e alguns latinos. Certo dia, irritado com uma confusão que se instala em seu quintal, ele salva a vida do jovem Thao, morador da casa ao lado com a família. Esse é o gatilho para uma mudança radical na vida de Walt, que passa a ser adorado pelos vizinhos asiáticos, a despeito de sua resistência. Uma história de valores, quebra de paradigmas, descoberta de afinidades e respeito. Apesar de certa falta de sutileza do roteiro no processo de aproximação, é uma narrativa sólida e envolvente. Bela atuação de Clint Eastwood, grande realização de projeto.
Valores

Gran Torino
dir. Clint Eastwood
roteiro: Nick Schenk
eua/Alemanha/Austrália, 2008
116 min.

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Segunda-feira, Julho 6


Online de volta.
Cheia de mensagens para responder.


Sábado, Julho 4


TORRENT 2009


* Antes que o diabo saiba que vc está morto: Dirigido por Sidney Lumet, que, aos 85 anos, continua ativo em sua longeva e produtiva carreira. Com Philip Seymour Hoffman e Ethan Hawke nos papéis principais, o filme conta a história de dois irmãos passando por dificuldades financeiras que decidem assaltar a joalheria dos próprios pais. Supostamente, seria um crime perfeito: sem violência, sem armas de verdade, rápido, limpo e o prejuízo dos pais seria coberto pelo seguro; ninguém sairia perdendo. Pena que as ideias não se concretizam exatamente como são concebidas. Andy, o irmão mais velho, é um executivo da burocracia viciado em heroína. Hank, o mais novo, deve meses da pensão da filha à ex-mulher, não tem emprego fixo, e mantém um caso secreto com a mulher de Andy. A narrativa do filme não é linear, vai e volta no tempo. Roteiro bem amarradinho. Ótimo elenco. Ganhou 11 prêmios e teve 12 indicações em festivais norte-americanos.
Planos perfeitos dão errado

Before devil knows you're dead
dir. Sidney Lumet
roteiro: Kelly Masterson
eua/Reino Unido, 2007
117 min.






* Eu passei por isso: Baseado em livro autobiográfico, o filme se passa na Estônia e acompanha um período da vida do adolescente Rass. Ele é inteligente e quer estudar medicina. Não tem mãe e seu pai é pobre. Para se sustentar no minúsculo apartamento onde mora com a namorada, pratica furtos de carros e pequenos delitos para um atravessador. Para ganhar mais dinheiro, começa a vender metanfetamina e envolve-se com gente perigosa. Mais uma abordagem da juventude perdida de classe baixa do leste europeu. Em torno de Rass, apresentam-se diversos personagens com histórias de sofrimento, perversão, abuso de drogas e falta de propósito na vida. É uma produção simples, mas muito bem feita. Boa direção, bom roteiro, fotografia e arte adequadamente sujas e montagem no ritmo certo.
A vida é pesadelo

Mina olin siin
dir. René Vilbre
roteiro: Ilmar Raag
Estônia/Finlândia/Taiwan, 2008
95 min.






* O Casamento de Rachel: Rachel não é a protagonista, mas sim sua irmã, Kym (Anne Hathaway), que sai da clínica de reabilitação para visitar a família e participar da festa em um fim de semana. Kym é viciada em drogas desde a adolescência e, com dezesseis anos, totalmente alucinada, saiu de carro com seu irmãozinho mais novo e sofreu um acidente. O menino morreu. E a culpa a massacra. Esse fato está sempre presente nas entrelinhas quando a família se reúne. A estada de Rachel na casa do pai gera conflitos, brigas, reconciliações, ciúmes, declarações de amor e afeto,... deixa tudo e todos em carne viva. E são essas as situações mostradas nas quase duas horas de filme. O roteiro foi escrito em sete semanas e é o primeiro de Jenny Lumet (filha de Sidney Lumet) a ser rodado. É bacaninha, mas poderia ser um pouco mais enxuto. Filme "indie" estadunidense com orçamento bom e até atores de Hollywood. Rendeu a Anne Hathaway uma indicação ao Oscar de melhor atriz. Concorreu ao Leão de Ouro em Veneza. Foi bastante premiado em festivais de língua inglesa.
Dores e Delícias da Família

Rachel Getting Married
dir. Jonathan Demme
roteiro: Jenny Lumet
eua, 2008
113 min.

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Quarta-feira, Julho 1


Com a minha mãe aqui no Rio, posto bem menos.
Já, já volta ao normal.


Segunda-feira, Junho 29


Estou toda 'estrupiada' porque fui derrubada no chão e quase atropela pela bosta de um ônibus dirigido por um psicopata.
Mas tá tudo bem. Só escoriações múltiplas. Parece que não quebrei nada.


Terça-feira, Junho 23


TORRENT 2009


* EndGame - Blueprint For Global Enslavement: Documentário que 'revela' a existência do Grupo Bildberg, formado por uma cúpula de super poderosos do mundo inteiro, que estaria por trás de várias ações para encaminhar o planeta para uma Nova Ordem Mundial. Totalitarismo travestido de democracia, eugenia, trans-humanidade, controle de natalidade, e coisas do tipo fariam parte de sua agenda. Mostra como grandes conglomerados econômicos controlam cada vez mais nossas vidas e manipulam ideias. Até algumas questões ambientalistas fariam parte desse projeto. Chega a citar uma teoria da criação silenciosa de duas espécies distintas de humanos superiores e inferiores, algo como já previa Aldous Huxley no seu livro "Admirável Mundo Novo" (esse tema tem vários caminhos possíveis e extensas discussões, lembro imediatamente de um texto do Cristóvam Buarque). É a história da nata da nata da elite subjugando toda a humanidade para satisfazer seus próprios interesses. É alarmante, tem potencial depressivo e afirma várias coisas que, sim, fazem sentido.
Teoria da Conspiração

EndGame - Blueprint For Global Enslavement
dir. Alex Jones
roteiro: Alex Jones
eua, 2007
139 min.






* Admirável Mundo Novo: Adaptação feita diretamente para a tv do livro homônimo de Aldous Huxley. É até fiel à história contada no livro, mas é uma produção de segunda linha. Já totalmente datado esteticamente e com umas atuações risíveis.
Fraquinho

Brave New World
dir. Leslie Libman e Larry Williams
roteiro: Dan Mazur
eua, 1998
87 min.






* Franklyn: Filme com potencial para se tornar um 'cult de araque' como o superestimado Donnie Darko. Duas histórias que se passam em tempos diferentes. Uma na Londres atual, outra numa sombria capital inglesa futurista. Alguns personagens que acabam tendo ligação. Uma jovem artista plástica com projetos suicidas e sérios problemas com a mãe rica. Um mascarado proscrito da sociedade no futuro. Um jovem recém-separado em busca da garota que foi seu primeiro amor na infância. Coisas assim. A direção de arte é estilo puro. Tira onda mesmo. Cenários e figurinos muito bem trabalhados. É o ponto alto do filme e, provavelmente, o que lhe confere mais possibilidades para ser adorado pelos 'muderninhos'.
Poser

Franklyn
dir. Gerald McMorrow
roteiro: Gerald McMorrow
França/Reino Unido, 2008
98 min.

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Sábado, Junho 20


Caetano precisa de ajuda?*

E aí ficamos sabendo que a produtora do Caetano Veloso recorreu à Lei Rouanet e pediu a bagatela de R$ 2 milhões para financiar a turnê nacional de seu novo disco. Caetano Veloso pedindo incentivo cultural. Dinheiro público. Nosso dinheiro. E os shows são gratuitos? Não. São apresentados em casas frequentadas pela classe A em troca de ingressos caríssimos. Nós, o povo, bancaríamos a mordomia e o lucro excessivo de Caetano e entourage. Dois Milhões. Quantos artistas iniciantes não poderiam ser beneficiados por esse dinheiro?
Sinceramente, se comporta algo do tipo, essa lei é uma aberração. Agora, ainda pior é o Caetano se aproveitar disso. Ninguém mais tem vergonha na cara. Afinal, caráter é dinheiro no bolso.

* Artiguinho do Gilberto Dimenstein na Pensata da Folha Online. Curioso como os textos escritos para a internet, mesmo por jornalistas super respeitados e poderosos, têm encolhido. Viram quase um bilhete. Exigência do meio.



Na internet, falamos (escrevemos) muito mais sozinhos porque temos a esperança de que alguém ouvirá (lerá).

Poderia desenvolver o tema, mas não vou. Pelo menos, não agora.



Selinho Dadarquia




Curiosidade
O TV Guide publicou uma lista com os 100 melhores episódios de seriados de todos os tempos.



Para não confundir

Making of é o registro - geralmente audiovisual, mas não necessariamente - do processo de feitura (do fazendo...) de algo, tal como um filme, vídeo, produto audiovisual, evento, instalação, escultura, quadro, mural,...
O querido site de filmes Making Off (do qual faço parte da administração) tem esse nome por um acaso: o endereço makingof.org, com um 'f' não estava disponível. Acrescentou-se, então, mais um 'f' e tudo bem. Daí, posteriormente, surgiram várias explicações como, por exemplo, focar em produções fora do mainstream e coisas afins.




Sexta-feira, Junho 19


Há dias em que a escrita está mais truncada...



TORRENT 2009


* Incógnito: Rembrandt no argumento e Irène Jacob no papel feminino principal (ela protagonizou dois filmes do Kieslowski: A Fraternidade é Vermelha, de 1994, e A Dupla Vida de Véronique, de 1991; o que é uma grande credencial). Resolvi arriscar. Trata de um falsificador de quadros talentosíssimo que só replica pintores do "segundo escalão" para não chamar muita atenção e manter sua vida tranqüila. Certo dia, é procurado por alguém que lhe oferece uma fortuna para recriar um Rembrandt perdido. Depois de hesitar, ele aceita a tarefa. Todavia, com o quadro pronto, a maior especialista no pintor holandês não dá seu aval à pintura. O problema do filme é que não fica nas tramas do mercado de arte, mas sim descamba para crimes, perseguições e paixões proibidas. Tudo para melecar um filme de vez. Contudo, há questões de fundo colocadas bem interessantes: até que ponto as obras que vemos nos museus e galerias são autênticas? Como nós, pobres mortais, podemos ter certeza da autoria daquilo que nos é exposto? O valor reside no nome, na assinatura, e na aceitação de críticos e marchands? A arte transformada em mercadoria e sujeita a interesses econômicos teve sua aura quebrada? Tudo isso dá muito o que pensar, muita discussão. O filme não faz isso, é bem superficial e vai piorando até culminar num final vexatório.
Ruinzinho

Incognito
dir. John Badham
roteiro: Jordan Katz
eua, 1997
108 min.






* JCVD: Jean-Claude Van Damme, astro de diversos sucessos de ação dos anos 90, é belga (essa é uma informação relevante). Os 'dias de glória' passaram junto com os anos e ele não é mais aquele jovem fortão invencível. Tudo isso é fato da vida real. E é também o gatilho para o filme. JCVD está numa fase difícil. Com pouco dinheiro, explorado pelos advogados que cuidam da disputa judicial com sua ex-mulher pela guarda da filha, e implorando ao seu agente para lhe conseguir um papel em algum filme B. Ele viaja para seu país natal. Do aeroporto de Zaventen, pega um táxi para a sua cidadezinha. Lá, é logo reconhecido como grande orgulho nacional. Precisa ir à agência dos correios para receber um dinheiro enviado. É aí que começa seu dia trágico, quando três assaltantes tomam o lugar, fazem todos de reféns e transformam JCVD em seu interlocutor com a polícia. É uma comédia. Uma comédia triste. Humor belga que ri de si mesmo e assume seu ridículo. É também a exposição do drama e da angústia que inundam a existência do ex-astro. Filme muito bem conduzido, com fotografia amarronzada, e roteiro esperto e melancólico. É uma boa surpresa.
Shit happens

JCVD
dir. Mabrouk El Mechri
roteiro: Mabrouk El Mechri
Bélgica/Luxemburgo/França, 2008
97 min.






* Déjà vu: O fenômeno do déjà vu é intrigante, pra ele há supostas explicações de todos os tipos. Neste filme, vai pelo caminho da viagem no tempo. E viagem no tempo é um tema que sempre me desperta interesse. Tive de assistir, mesmo sabendo do "risco" que Tony Scott representa. O agente Doug Carlin (Denzel Washington) é chamado para colher provas depois de um ataque terrorista que explode uma bomba em um grande navio cheio de gente perto da costa. Uma mulher é encontrada morta a alguns metros. Há uma relação entre os dois crimes e Doug decide resolver o mistério. Colaborando com o FBI, ele descobre um invento secreto impensável usado em investigações. Um filme para o mainstream. Acho que só.
Orçamento de 80 milhões de dólares

Déjà vu
dir. Tony Scott
roteiro: Bill Marsilii e Terry Rossio
eua/Reino Unido, 2006
126 min.

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Ó,
Foi só eu dizer que não consigo mais ver os filmes do Woody Allen pra ler a notícia de que seu próximo filme será estrelado por Larry David (co-criador de Seinfeld e criador e protagonista da ótima Curb your Enthusiasm), um cara que eu adoro. Acho que tentarei assistir.
ha.


Quinta-feira, Junho 18


Para quem segue a linha da Teoria do Medalhão*, frases famosas para colocar no meio das conversas e dar uma de sabidão.

Ou apenas para olhar de vez em quando e ter amostras fragmentadas e descontextualizadas do pensamento de um monte de gente conhecida.
tem de tudo.

* A teoria é apresentada no conto homônimo de Machado de Assis. Recomendo.



Aleatoriedades (mesmo!) e alguma Neurastenia

Sonhei em espanhol pela primeira vez (que eu me lembre). Sonho, às vezes, em inglês ou em francês, mas nunca em espanhol. E era um sonho que exigia certo preciosismo no uso da língua e eu tinha até de diferenciar as pronúncias da Espanha e da Argentina. Estranho.

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A Venezuela saiu do Pacto Andino para pleitear sua entrada no Mercosul (que ainda não é nenhuma maravilha, entre outra coisas, por falta de membros com economia mais forte). Ela tem o terceiro maior PIB da América do Sul e o Senado brasileiro está embaçando (ralentando, na verdade) sua aceitação por parte do Brasil. Incrível como só prestam pra fazer caquinha, sugar dinheiro público e atravancar assuntos importantes.

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Essas mulheres que agora resolveram pintar as unhas de amarelo devem ter cheirado pó de mico ou fumado cocô. Não é possível! Fica tétrico. Parece que a mão está com hepatite aguda ou que foi atacada pela gosma putrefante de um alienígena malvado.

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Escutei (involuntariamente, fique bem claro) há alguns dias um trecho daquela música chamada "Baba Baby" que foi, sei lá quando, hit das rádios pop-brega . Não me sai da cabeça que tem ali (também involuntariamente, creio e espero) uma mensagem subliminar pró-pedofilia. Nem vou alongar o papo.

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Volta e meia tem um debiloide no ônibus ou no metrô com um desses celulares que são também rádio ligado para todo mundo ouvir, impondo-nos seu infalível mau gosto musical. Ninguém avisou ainda para esses manés que já inventaram fone de ouvido?

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Não consegui ainda ser uma pessoa telecelulada de verdade. Tenho celular há anos, mas estou longe de ser refém dele. Esqueço em casa, boto no silencioso por algum motivo (estudo, aula, biblioteca, cinema,...) e esqueço de voltar pro toque barulhento, esqueço de carregar,... Ou seja, esqueço muito frequentemente de sua existência. É como é.

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Atualmente, tenho extrema dificuldade para assistir a filmes do Woody Allen. Já até o considerei legalzinho há anos. Depois, passou-me a ser chatinho. Agora é insuportavelzinho. Bem 'inho' mesmo.
O que pode mudar. Vai saber...



Quarta-feira, Junho 17


TORRENT 2009


* Purgatório: Filme que completa a trilogia póstuma de roteiros deixados por Kieslowski (os outros são Paraíso, de 2002, dirigido por Tom Tykwer; e Inferno, de 2005, dirigido por Danis Tanovic). Sem dúvida, é o mais 'kieslowskiano' dos três. Parece não só ter sido escrito, mas também dirigido pelo mestre polonês. E essa impressão não vem apenas do fato de ser o único da trilogia a ser filmado na Polônia em polonês (até porque Kieslowski também filmou na França em francês). Vem dos diálogos enxutos, dos cortes precisos, dos planos reveladores e ao mesmo tempo distantes, da encenação simples e encarnada, da expressiva trilha sonora, da ausência de uma gordurinha sequer, da economia perfeita. Simplesmente o cinema. Cinema-arte, obra de arte. Franciszek Ratay é um jovem que teve sua mãe morta (atropelada por um trem ao tentar tirá-lo dos trilhos) quando ainda era bem pequenininho. Seu pai, que era maestro, ao receber a notícia da morte da mulher, teve um derrame e não pôde mais seguir sua bem sucedida carreira. Acabou como organista em uma igreja. Franciszek trabalha nesta mesma igreja, abre as portas, cuida do local,... O irmão de Franciszek está na prisão. Certo dia, Franciszek testemunha o roubo do imenso quadro que decora o altar de sua igreja. E registra tudo em vídeo. Ele, então, vai à procura do responsável pelo roubo e bola um plano para que ele devolva o quadro e se retrate de seu erro. Delicado e belíssimo filme.
Obra de Arte

Nadzieja
dir. Stanislaw Mucha
roteiro: Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz
Alemanha/Polônia, 2007
101 min.






* Terra Congelada: Professor de literatura de meia idade é demitido do colégio em que trabalha porque sua matéria não é considerada relevante (isso na Finlândia!). Ele não consegue outro emprego, entra em depressão e faz da vida do filho (com quem mora sozinho) um inferno. A reação do jovem é o ponto de partida para várias estórias que se entrelaçam. Todas terríveis e algumas realmente chocantes. Roteiro cruel e bem pensado conduzido muito bem pela direção. Fotografia e direção de arte em total sintonia compuseram o visual impecável para a estória narrada. Ótimo filme, merece ser visto. Ganhou dezessete prêmios e teve mais outras duas indicações em festivais europeus.
Emoções glaciais

Paha Maa
dir. Aku Louhimies
roteiro: Paavo Westerberg e Jari Rantala
Finlândia, 2005
132 min.

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Chega
Eu sofri muito com o frio nos últimos três dias. Cheguei a desejar ter calefação em casa.
O que chega a ser assustador, já que moro no Rio de Janeiro.


Sábado, Junho 13


TORRENT 2009


* Downloading Nancy: O desespero do vazio existencial contemporâneo. A falta de sentido da vida "pós-moderna". A incapacidade de lidar com os monólogos coletivos onipresentes. Tudo isso - agravado por uma infância sob abusos - faz de Nancy (Maria Bello, em interpretação comovente) uma mulher extremamente deprimida que só com a dor física consegue vislumbrar um fio de vida e de prazer. Talvez porque isso a retire por instantes da angústia abissal na qual se afoga. Talvez porque o apelo do corpo maculado obnubile a devastação que se impõe ostensivamente a sua mente. Nancy é casada com Albert (Rufus Sewell), um homem distante, meticuloso, que não a enxerga e parece incapaz de comunhão. Ela passa a vida em casa, em frente ao computador - na internet. Sai apenas para suas sessões de análise, que ela despreza. Fuma compulsivamente. Tem o corpo todo por si mesma cortado com gilete. Online, ela encontra Louis (Jason Patric), um homem com quem consegue se comunicar, com quem conversa, reparte emoções e desilusões. Um dia, contrata-o para matá-la. E deixa sua casa em busca de redenção. É um filme forte que não poupa o espectador da miséria da condição humana. A narrativa vai e volta no tempo para se completar e oferecer-nos elementos que a enriqueçam. A fotografia é gelada. A trilha sonora (ganhadora do prêmio no Festival de Estocolmo) envolve magistralmente cada cena. Um filme que esgarça nossa indiferença e expõe as vísceras da desolação. Concorreu ao grande prêmio do júri no Festival de Sundance.
Vida Vazia

Downloading Nancy
dir. Johan Renck
roteiro: Pamela Cuming e Lee Ross
eua, 2008
102 min.

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Pyongyang aumenta ameaças após nova resolução da ONU

Esse é o tipo de situação em que só cabem medidas extremas. Ou se finge que nada está acontecendo, que não se viu nada (o que não é mais o caso, na medida em que o Conselho de Segurança da ONU já se pronunciou); ou se parte pra lá com força total e acaba-se com tudo rápido (o que implica diversos dilemas éticos e humanitários).
Não há uma terceira opção, pois - claramente - Kim Jong-il não opera em termos razoáveis. É complicado, porque, se a Coreia do Norte continuar ignorando as orientações do Conselho de Segurança e nada acontecer, tem-se uma grande desmoralização do único órgão das Nações Unidas provido de 'dentes'.



Lei de Murphy

Foi só eu dizer que começaria a gravar mais filmes para o meu dvd drive começar a dar problema. É um custo pra conseguir gravar algo, perco vários dvds nessa "brincadeira". O computador para*, o disco trava, pede pra reformatar e não reformata,... Às vezes, até pra ler um dvd já gravado fica difícil. Ele não reconhece. Totalmente de lua.
Quer dizer, juntando com os outros defeitos, meu notebook (que custou bem caro e é bom, ou deveria ser...) já está pedindo arrego. Com apenas dois anos e meio de uso! As coisas hoje em dia não são feitas para durar nada. Temos de trocar, consumir, substituir o novo pelo mais novo. E submergir numa montanha de lixo tóxico plástico-eletrônico.
é.

* O acento diferencial do 'para' faz muita falta.



O Ovo e a Galinha

Chega uma hora em que fica patente que a felicidade não é uma condição a ser alcançada; são raros momentos exceptos que, por contraste, dão a dimensão da miséria humana.
Resumindo: o mundo é uma merda e a vida é sim feita de dor.
Isso se manifesta de diversas formas ao longo da existência de cada um. Diferentes e impartilháveis entre os vários. Parece até que alguns conseguem acessar uma espécie de chave anestésica que represa 'algias' e nutre a bola-de-neve do recalcado pronta para explodir, sabe-se lá quando ou como.
Interpessoalmente, dor não se mensura, não se compara, não se gradua. É única, singular e incomunicável em sua plenitude. Sua representação é apenas uma vaga sombra.
O que se conta, o que se mensura, é o dinheiro. Vã ilusão achar que ele pode acabar com a dor*. Fim da dor, só com a morte.
Mas o dinheiro pode trazer conforto. Físico, mormente. Uma boa casa, bons móveis, boa comida, boas roupas, boas bebidas, viagens, ingressos para bons shows, espetáculos, peças, filmes, museus,... Para quem é capaz de apreciar, claro. Nem todos são, isso é um fato.
Aí, conclui-se: já que a dor é condição, que pelo menos seja com os mimos que o dinheiro compra. Questão lógica.
Só que... O porém. Você conseguirá? Terá a sorte? Terá estômago? Terá a paciência? O sangue frio? A maleabilidade de caráter? Terá...?

* Bom, ele pode servir de meio para obter "artefatos" que o matem, logo, acabem com a dor, a saber, uma arma, remédios/drogas, (só usar a imaginação)... Não sendo indispensável, na medida em que você pode se matar sem precisar comprar nada (use a imaginação novamente, um pouquinho dela basta).


Sexta-feira, Junho 12


TORRENT 2009


* O Informante: Baseado na história real ocorrida em 1994. Jeffrey Wigand (Russell Crowe) é um químico que trabalhou para uma grande fábrica de cigarro. Nas suas pesquisas, ele comprova males horríveis que as substâncias adicionadas ao tabaco para compor a mistura do fumo colocado nos cigarros provocam à saúde humana. Lowell Bergman (Al Pacino), produtor do famoso programa televisivo-jornalístico norte-americano "60 Minutes", recebe, de remetente anônimo, pilhas de documentos que comprovam a ciência dos diretores da indústria tabagista das pesquisas de Wigand e do mal que promovem deliberadamente. O químico já não mais trabalha para o tabaco, saíra por discordar das decisões da companhia. Bergman o procura para tê-lo como personagem-entrevistado principal de um "60 Minutes" denunciando o tal crime voluntário. Esse é o início do inferno na vida de Jeffrey Wigand, ameaçado, coagido e acuado. O tema torna-se uma obsessão para Lowell Bergman e ele arrisca tudo para levantar a produção. E segue a história... Grande elenco e uma história emblemática (que, hoje em dia, já é meio batida por todo o movimento anti-tabagista na última década). É uma produção correta. Concorreu ao Oscar em sete categorias, não levou nenhum.
Os Malvados do Tabaco

The Insider
dir. Michael Mann
roteiro: Eric Roth
eua, 1999
157 min.






* W.: A trajetória de George W. Bush até chegar à presidência da república da maior potência mundial. Sua juventude fracassada e incompetente, o papelão no exército, a entrada na universidade graças ao patrocínio do pai poderoso, a inabilidade nos trabalhos a ele arranjados, a inveja do irmão mais velho considerado brilhante, a necessidade de se afirmar diante do pai, o encontro e o casamento com Barbara. Alcoolismo e idiotice o tempo todo. O discurso moralista e conservador, um suposto apego à religião e a Deus apesar de seu comportamento inapropriado na vida. Josh Brolin encarna muito bem o Bush personagem. Mesmo com tudo isso, achei que o filme ainda pegou leve demais com uma das figuras mais abjetas da história mundial recente. Oliver Stone poderia ter sido mais incisivo.
Enxofre

W.
dir. Oliver Stone
roteiro: Stanley Weiser
eua/Hong Kong/Alemanha/Reino Unido/Austrália, 2008
129 min.






* A Promessa: No dia da aposentadoria do policial Jerry Black (Jack Nicholson), seu último dia de trabalho, acontece um crime chocante em que uma menininha de sete anos é encontrada morta e estuprada largada no meio da neve. Jerry faz questão de ir ao local da cena e acaba tendo de ir à casa dos pais da garota para relatar o acontecido. Vendo o estado devastado em que pai e mãe ficam, ele acaba prometendo que vai encontrar o assassino a qualquer custo. E o filme acompanha sua busca obsessiva da solução desse crime. O ritmo é lento, cheio de silêncios e pausas transbordando angústia. Não é um thriller, é um drama de devastação humana. Além do protagonista que dispensa mais elogios, vários atores passam por essa jornada com participações dignas de nota, como: Benicio Del Toro, Aaron Eckhart, Patricia Clarkson, Helen Mirren, Vanessa Redgrave, Robin Wright Penn e Mickey Rourke. Estreia de Sean Penn na direção, que, por este trabalho, foi indicado ao Urso de Ouro em Berlim e à Palma de Ouro em Cannes.
Implosão

The Pledge
dir. Sean Penn
roteiro: Jerzy Kromolowski
eua, 2001
124 min.

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Suco do Dia

Kiwi, tangerina, limão, beterraba, chuchu, espinafre, gengibre, canela, albumina e sementes de linhaça batidos com mate e gelo.

Já falei que é sensacional? Já, né? Mas falo de novo.

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Empresa anuncia produção de primeiro lote de vacina contra nova gripe

Opa! Que beleza. A OMS aumenta o nível de alerta, afirma que há uma pandemia de H1N1, e um laboratório tira a vacina da manga.
Já começou a valer a pena. O lucro vem aí.
é.



Mudei o nome do novo serviço que a Firma Endor oferece para: Personal Movie Adviser Endórico.
Assim, fica mais sério e não lembra nada "tabajara".
Está valendo.
Recomendem aos amigos, conhecidos, parentes, colegas de trabalho...



Que dia mais feliz!

O Matt perguntou lá no seu blog, num dos textos sobre o Brogovaldo, por que as pessoas dão parabéns a quem faz aniversário. Segundo ele, não faz nenhum sentido.
Pois faz sim. Parabenizamos a pessoa por ter conseguido suportar mais um ano neste mundo-cão em que vivemos, por continuar levando a vida adiante apesar dos muitos e sufocantes pesares.
viva.
ô.


Quinta-feira, Junho 11


CINEMA 2009


* Katyn: Filme do Wajda sobre o quê? A guerra! Durante a dupla invasão da Polônia - pelos russos e pelos alemães -, o desespero e as consequências em quatro famílias de homens poloneses envolvidos e capturados no combate. O foco fica nos estragos cometidos pelos soviéticos (os alemães tiveram uma folga nesta película, coisa rara). São histórias sim comoventes e que acabam por se cruzar numa cidade devastada pela dor da perda de entes amados e da liberdade. Comovente e nada piegas. Direção consciente e roteiro bem encaminhado. Um filme sério. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Em festivais europeus, teve mais cinco indicações e ganhou onze prêmios, incluindo o Prix d'Excellence do European Film Awards para Magdalena Biedrzycka pelo figurino.
A dor da Guerra

Katyn
dir. Andrzej Wajda
roteiro: Przemyslaw Nowakowski, Wladyslaw Pasikowski, Andrzej Wajda
Polônia, 2007
118 min.
(Vi no Estação Botafogo, 14/04/09)

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Toy Art*

É bobo, mas alguns são bem legais. Adoraria ter o Bart fantasiado de Alex DeLarge.

* Dica do Mário (sempre presente aqui no blog e nos comments), via Making Off.



Firma Endor apresenta:

Personal Movie Adviser Endórico
Proporcionamos atendimento individual voltado especificamente para o seu perfil e os seus gostos. Caso você seja uma pessoa mais ousada e queira arriscar filmes diferentes do que está acostumado, elaboramos uma lista progressiva moldada de acordo com o seu background e com suas expectativas.
Pacotes flexíveis, com periodicidade e número de títulos especificados por cada cliente. Cada filme vem com um comentário crítico e outro descritivo, além de links para trailer e mais informação na web.
Interessados, por favor, escrevam para Dadarquia.
é sério.
coisa finíssima.



Volta e meia tenho grande vontade de passar a máquina 3 na cabeça.
Muita vontade.
E nenhuma coragem.
é.


Quarta-feira, Junho 10


Demorou alguns meses, mas a violeta que tenho em casa voltou a se encher de botões e hoje dois se abriram em flor. 
tão lindo.


Terça-feira, Junho 9


TORRENT 2009



* 16 Anos de Álcool: Caí no 'conto do vigário' que descrevia esse filme como uma junção de Laranja Mecânica com Trainspotting. Passa muito, muito mesmo, longe dos dois. Conta a história de Frankie (Kevin McKidd, o Tommy de Trainspotting) desde a sua infância como filho único de um casal com problemas. Como o título já sugere, ele começa a beber cedo. E se mete com uma galera que gosta bastante de briga e confusão. Aí, pra começar a degringolar o filme de vez, ele se apaixona por uma moça e tenta mudar, frequenta reuniões dos Alcóolicos Anônimos e fica bonzinho. Enfim... é um filme fraco e ainda tem um forte apelo moralista. Não gostei não.
A Marvada

16 Years of Alcohol
dir. Richard Jobson
roteiro: Richard Jobson
Reino Unido, 2003
102 min.






* Fargo: Muita gente fala que esse é um dos grandes (se não o melhor) filmes dos irmãos Coen. Eu ainda não tinha assistido. Achei mais ou menos. É claro, tem todas aquelas características de seus filmes. Roteirinho engenhoso e humor nigérrimo que ri de um monte de mortes banais. Ultimamente, tenho me perguntado se isso é mesmo engraçado. Sim, eles levam com bastante leveza o assunto, mas, sei lá. Talvez seja esse mesmo o problema: banaliza demais a vida humana e cria uma ideia subjacente de total ausência de valor. Sabemos que não somos ninguém e que pouco importamos para o mundo. Entretanto, no nosso mundinho privado, no nosso círculo de proximidade, temos alguma relevância. De qualquer forma, é muito bem realizado, o elenco é ótimo, os diálogos são precisos, a fotografia é boa,... Ganhou em duas categorias do Oscar, a saber, roteiro original e atriz (Frances McDormand), e concorreu em mais cinco. Levou o prêmio de melhor diretor em Cannes. Ao todo, em diversos festivais e premiações, levou 54 prêmios e teve mais 30 indicações.
A vida sempre pode ficar pior

Fargo
dir. Joel Coen e Ethan Coen
roteiro: Joel Coen e Ethan Coen
eua, 1996
98 min.






* A Pele: Um Retrato Imaginário de Diane Arbus: Baseado no livro Diane Arbus da jornalista e biógrafa norte-americana Patricia Bosworth. Mostra a vida da fotógrafa Diane Arbus a partir do início de sua carreira como assistente de seu marido - Allan Arbus - até o fim, com o suicídio. Nicole Kidman faz o papel principal e Robert Downey Jr. faz Lionel Sweeney, seu vizinho provido de imagem corporal peculiar que nela desperta o interesse por fotografar o diferente. O diferencial de sua carreira. A personagem faz com que o filme seja interessante.
O Diferente

Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus
dir. Steven Shainberg
roteiro: Erin Cressida Wilson
eua, 2006
122 min.

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Segunda-feira, Junho 8


TORRENT 2009



* Frost/Nixon: Década de 70. David Frost é um animador de programas de auditório sem nenhuma credibilidade no chamado "jornalismo sério". Em 1977, ele resolve propor uma entrevista ao ex-presidente norte-americano Richard Nixon, que nunca havia falado com a imprensa depois de ter renunciado, em 1974, ao mandato (era o seu segundo, fora reeleito em 1972) devido ao seu envolvimento no famoso caso Watergate. Essa seria a grande chance de Frost para dar uma guinada em sua carreira e atingir um patamar superior dentro da mídia. Ele aposta alto na empreitada e não desiste até conseguir. Nixon, por sua vez, é aconselhado a aceitar (cobrando o "módico" cachê de 600 mil dólares) acreditando que um cara bobo e sem tradição na área política seria inofensivo e acabaria lhe dando uma grande oportunidade para limpar sua imagem frente à opinião pública. Todavia, Frost montou uma equipe de pesquisa e se preparou muito bem. E tem-se um grande embate. É interessante como representação de um fato histórico. Concorreu em cinco categorias do Oscar: filme do ano, direção, roteiro adaptado, montagem e ator principal. Não levou nenhum.
Mídia

Frost/Nixon
dir. Ron Howard
roteiro: Peter Morgan
eua/Reino Unido/França, 2008
122 min.





* Pagando bem, que mal tem?: Novo filme do diretor 'espertinho' Kevin Smith (Procura-se Amy, Dogma, e Clerks, entre outros). Neste, Zach e Miri são amigos desde a infância e dividem a mesma casa. Encontram-se num momento difícil, sem dinheiro para nada e quase sendo despejados. Não sabem mais o que fazer para sair da pindaíba. E é quando vão a uma festa de reencontro da turma do colégio (parece que americano faz muito isso) e conversam com o bonitão da escola e seu atual namorado. Eles estão cheios do dinheiro e contam que é tudo graças aos filmes pornô que fazem. Eureca! Zach e Miri resolver fazer o mesmo. Mas, até conseguirem levantar a produção, muitos malabarismos são necessários. Filme divertido, leve, descompromissado e com um elenco bizarramente engraçado.
comédia

Zach and Miri Make a Porno
dir. Kevin Smith
roteiro: Kevin Smith
eua, 2008
101 min.

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Sábado, Junho 6


Apaguei o post.
Era desnecessário.


Sexta-feira, Junho 5


Interview Project

Fiquei sabendo lá no Making Off que o mais recente projeto do David Lynch finalizado é esse. Ele saiu com uma equipe pelos eua entrevistando pessoas aleatoriamente e, a cada três dias, postará um novo episódio neste endereço. Já tem dois disponíveis.

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Senado dribla direito autoral via internet

A notícia já saiu há alguns dias, mas eu não tinha como deixar de registrar aqui.
Encontraram na rede do Senado Federal (ó, que lugar de gente importante e digna!) pastas e mais pastas com um montão de gigas de filmes e músicas baixadas da internet. Vendo a lista, percebe-se o ecletismo do povo de lá. Tem de tudo para satisfazer qualquer gosto. E é a gente que paga a banda larga (que deve ser poderosa) e os HDs cheinhos de "produtos ilegais", como essa gente sem vergonha gosta de chamar na frente dos outros.
Bom, depois que o presidente, em viagem oficial, assistiu a um dvd pirata, o que mais poderíamos esperar?




E pensar que, até o dia 23 de março, eu ainda estava comentando filmes assistidos em 2008. Vê-se que o atraso vem de longe. Mas eu vou eliminar essa distância. 
Sim, vou.



Não tenho gravado quase nada do que baixo e assisto. Apago quase tudo por achar que não vale a pena.
Depois me arrependo. Se eu gravasse tudo, teria o triplo (ou até mais) de filmes gravados.
Acho que vou rever esse meu rigor.
Se bem que... dizem por aí que os dvds estão com os dias contados. E ainda tem as mídias que, simplesmente do nada, deixam de funcionar, mesmo estando bem guardadas e cuidadas. Então, pra quê?
Sei lá.



TORRENT 2009


* O que fazer em caso de incêndio?: Costumam compará-lo a The Edukators, mas é bem diferente. As similaridades terminam no fato de enfocarem um grupo revolucionário. Mas são grupos com propósitos e ações completamente distintas em épocas distintas e a história vai por um caminho completamente distinto. Enfim, nada a ver um com o outro. Neste filme em questão, na década de 80, um grupo ativista anarquista, com métodos significantemente violentos, coloca uma bomba para explodir uma mansão abandonada do governo que eles tentaram, sem sucesso, invadir e se apropriar. A bomba não explode. Doze anos mais tarde, a polícia entra no local e acaba explodindo a tal bomba. Começa, então, uma investigação para descobrir os responsáveis que logo relaciona o fato aos anarquistas. Quase todo o grupo já deixou a causa e tem vidas próprias, uns mais bem sucedidos, outros menos. Afinal, o fim do idealismo reside numa conta bancária. Apenas dois deles ainda se mantêm no mesmo local com os mesmos ideais. E são eles que vão à procura dos outros para alertá-los do perigo que correm. É bacaninha. Nada sensacional, mas tem seu valor.
Revolução e Responsabilidades

Was Tun, Wenns Brennt?
dir. Gregor Schnitzler
roteiro: Stefan Dähnert e Anne Wild
Alemanha, 2001
101 min.






* The Acid House: Já chama alguma atenção por ser baseado em contos de Irvine Welsh (autor do livro homônimo que deu origem a Trainspotting, 1996) que, desta vez, também é responsável pelo roteiro do filme. São três estórias passadas na Escócia envolvendo jovens, problemas e, claro, muitas drogas.
Chapados, trincados e alucinados

The Acid House
dir. Paul McGuigan
roteiro: Irvine Welsh
Reino Unido, 1998
111 min.

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Quinta-feira, Junho 4


TORRENT 2009


* Synecdoche, New York: O badalado e inventivo Charlie Kaufman escreveu mais esse roteiro e também dirigiu o filme. Agora ninguém segura mais o cara. O filme é bom sim, claro. E ainda tem Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Jennifer Jason Leigh, Samantha Morton, Hope Davis, Michelle Williams,... no elenco. Quem se recusaria a ler um roteiro de Kaufman? Quem recusaria um convite para trabalhar num filme dele? Isso é currículo. A história é meio complicadinha. Em linhas gerais, o diretor teatral Caden Cotard (Hoffman) começa a ensaiar uma nova peça depois de estrondoso sucesso. Ele quer chegar à perfeição e nunca se satisfaz. O processo dura anos (muitos anos mesmo) e a sua vida acaba por se confundir com o que se tornará cena. É um filme pra se ver novamente depois de algum tempo.
Pra quem não ligou o nome à pessoa, Charlie Kaufman é o roteirista de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança (2004), Quero ser John Malkovich (1999), Adaptação (2002), Confissões de uma Mente Perigosa (2002), e A Natureza Humana (2001).
Vida na arte, arte na vida

Synecdoche, New York
dir. Charlie Kaufman
roteiro: Charlie Kaufman
eua, 2008
124 min.

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Quarta-feira, Junho 3


É irônico a Gazeta Mercantil decretar falência.


Terça-feira, Junho 2


Cenas dos próximos (sejamos otimistas) dias

Tá difícil ver o fim da lista de filmes à espera de comentário aqui. Acho que, para ficar em dia, terei de encurtar alguns textos (ainda mais).
Para não cair na tentação de pular filmes, publico a lista até agora (continua crescendo).

1. Synecdoche, New York
2. Was Tun, Wenns Brennt?
3. The Acid House
4. Frost/Nixon
5. Zach and Miri Make a Porn
6. 16 Years of Alcohol
7. Fargo
8. Katyn
9. FUR- An Imaginary Portrait of Diane Arbus
10. The Insider
11. EndGame - Blueprint For Global Enslavement
12. Nadzieja
13. Brave New World
14. W.
15. Paha Maa
16. The Pledge
17. JCVD
18. Déjà vu
19. Franklyn
20. Before devil knows you're dead
21. Mina olin siin
22. Rachel Getting Married
23. Spoorloos
24. Gran Torino
25. Incognito
26. JFK



TORRENT 2009


* A Vizinha: Baseado no romance homônimo de Jack Ketchum. Depois do acidente automobilístico que matou seus pais, Meg e Susan ficam sob os cuidados de sua tia Ruth, uma senhora aparentemente respeitável com uma típica vida no subúrbio estadunidense. Todavia, Ruth é alcoólatra e psicopata. Inicia uma sequência progressiva de maldades, todas presenciadas por seus três filhos e alguns amigos, que também se mostram desequilibrados e, além de não ajudar, também torturam a jovem Meg. É angustiante.
Tortura

The Girl Next Door
dir. Gregory Wilson
roteiro: Daniel Farrands e Philip Nutman
eua, 2007
91 min.

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Segunda-feira, Junho 1


FINA-LISTAS: Filmes Felizes e Bacanas

Levei este assunto lá pro boteco do MKOff (não adianta colocar o link porque agora só entra quem tem convite). Apareceram várias sugestões, entretanto, nenhuma nova pra mim. É curioso como o conceito de filmes felizes pode ser diferente para as pessoas. Dentre os citados, alguns são felizes (ou alto astral), mas não considero bons; outros são bons, mas não têm nada de felicidade. Pediram-me, lá, para também sugerir. A conclusão a que chego é que, mesmo sendo 'pra cima', ou tendo humor ou algo de 'leve', todos os que considero bons têm mesmo, pelo menos, um fundo de melancolia ou notas marcadas de acidez. O fato é que finais super felizes, com tudo dando certo, estragam até o que poderia ser um bom filme. A lista é bastante condescendente, tem vários títulos dispensáveis, porém nenhum que tenha me deixado irritada por ser alegrinho de doer, por ser extremamente estúpido. Vamos a ela (quase todos já foram comentados aqui no blog em algum momento desde o seu início):

* Pequena Miss Sunshine: um filme que agrada a quase todo tipo de público. Cheio de cenas engraças, divertidas, sacadas inteligentes, personagens 'gente como a gente' e, claro, uma melancolia subjacente.
* Todos do Monty Python: Humor extra-ácido (identifico-me demais com esse humor inglês). Não deprime porque ri de si mesmo, ri da desgraça e chuta o balde.
* The Rutles: mockumentário (fruto de uma parte da turma do Monty Python) sobre uma fictícia banda. Escracho com classe.
* Um Peixe Chamado Wanda: também fruto de uma parte da turma Monty Python. Hilário. Roteiro bacana.
* Durval Discos: A primeira parte é super alto astral, divertida e engraçada. A segunda parte pesa. Fica entre o trágico e o surreal.
* A Bicicletas de Belleville: talvez seja a melhor animação a que eu já assisti. Cinema de verdade. Passa tudo sem precisar de diálogos. Um filme lindo. Sim, com melancolia.
* Queimando Tudo: É muito, muito besteirol. E é engraçado demais. Lembro que me acabei de rir na primeira vez que vi. E, quando revi, continuei achando bem divertido. Cheech e Chong são impagáveis.
* Rebobine, por favor: cheio de esperança.
* Uma Noite sobre a Terra: são cinco segmentos dentro de táxis em cinco cidades do mundo. O único realmente engraçado é o de Roma, com Roberto Benigni como o motorista e um padre de passageiro. Dá pra gargalhar.
* Down by law: Na verdade, acho que todos os do Jim Jarmusch (pelo menos os muitos que já vi) caberiam nesa lista.
* Team America: animação com bonequinhos feita pelos mesmos caras responsáveis por South Park. Iconoclasta e debochado. E está bem atual por conta das loucuras bélico-atômicas do líder norte-coreano Kim Jong-il, que é personagem do filme.
* Tampopo: humor japonês da melhor qualidade. Muitas esquisitices bem próprias do ser humano.
* O Barato de Grace: é alto astral, leve e divertido.
* Sexo por Compaixão: uma comédia dramática sensível e cheia de estilo. Um filme feliz.
* A Festa de Babette: um filmaço.
* A Marvada Carne: grande pequeno momento do cinema nacional da década de oitenta. Uma comédia ingênua sem ter nada de boboca, pelo contrário, é até bem crítico.
* A História Real: momento ímpar na carreira de David Lynch (talvez porque não seja um roteiro de sua autoria, mas sim de sua esposa). Tem melancolia, tem tristeza, mas tem um protagonista inspirador com sua vontade de viver e seu amor pelo irmão.
* Quase Famosos: descolado e divertido.
* Alta Fidelidade: descolado e divertido.
* Dogma: o filme de Kevin Smith causou polêmica com pessoas ligadas à Igreja. Iconoclastia pura e Alanis Morissette fazendo o papel de Deus, o próprio.
* Os deuses devem estar loucos: o que dizer de um filme em que uma tribo africana idolatra uma garrafa de coca-cola? No mínimo, rir muito.
* Crime Ferpeito: excelente comédia de humor negro com aqueles roteiros espanhóis cheios de viradas sensacionais e elementos surreais.
* Eu, você e todo mundo: um filme especial. Muito humano e sensível. Nada piegas. Tem melancolia e tem acidez. Mas não entristece. E a direção de arte é muito bem cuidada, afinal, a diretora e roteirista, Miranda July, é artista plástica.
* Os Excêntricos Tenenbaums: super estiloso e cheio de gente esquisita.
* O Guia do Mochileiro das Galáxias: sem dúvida, uma história bem inventiva.
* Nove Rainhas: super roteiro bacana.
* A Dança dos Vampiros: Roman Polanski fez muito filme barra pesada, entretanto, seu filme sobre vampiros é uma grande piada. É pra rir bastante. Ótimo para desopilar.
* O Grande Lebowski: os irmãos Coen têm vários filmes espertos e engraçados. Mas acho que o Lebowski é aquele em que não precisamos rir de um monte de gente sendo morta.
* As Maçãs de Adam: tem melancolia, mas tem esperança.


Devo ter esquecido algo, isto é o que me veio à cabeça agora.
Impus um certo limite que me fez deixar de fora alguns que até me trazem boas recordações, porém são 'xarope' e/ou óbvios demais. Tais como: Curtindo a Vida Adoidado (curtia na pré-adolescência - essa é uma subcategoria à parte que conteria diversos títulos [quiçá eu faça uma lista em algum momento] -, mas nem sei se conseguiria assistir inteiro hoje em dia), Os Normais (eu achava o seriado bom e acabei curtindo ver o filme), A Gaiola das Loucas (hahahhaahah só vi o de 1978, na televisão), e animações divertidas (não chegam a ser tolas) e descartáveis: South Park - Bigger, Longer & Uncut, Os Simpsons - o filme (as primeiras temporadas são ótimas, aqui me refiro ao longa-metragem, já meio burocrático), Os Incríveis, Beavis and Butt-Head do America (!!! assisti no cinema! hahahha), A Fuga das Galinhas (tão bonitinho), e vai ladeira abaixo...

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Sábado, Maio 30


Maluco do Mal

Ministro da Cúria do Vaticano declara que abortar é pior do que abusar sexualmente de crianças.

Isso foi em resposta ao questionamento sobre os abusos sofridos por crianças em escolas católicas. O demente tem a coragem de dizer que nenhum mal feito àquelas crianças pode ser comparado aos abortos feitos no mundo.
Ou esse cara é essencialmente perverso, ou é um hipócrita cara-de-pau que fala toda asneira pra livrar a barra da Igreja, ou - na menos pior das hipóteses - está completamente esclerosado, delirante, maluco de pedra.



Tenho assistido a muitos filmes barra pesada.
Mas, há algum filme realmente notável que não seja - no mínimo - melancólico?


Não é à toa que existe a expressão 'bobo alegre'.


Quarta-feira, Maio 27


Mutantes* Reloaded - versão séc. XXI

O meu MSN não funcionaaaaaaaaaaaaaaa...

* Não entendeu? Olha aqui.



Fica a Dica

Filmes com legenda*

Tem de tudo ali. Filmes de diversos gêneros, para variados gostos, seriados, animações, shows, animes,... e ainda explica detalhadamente como fazer downloads via torrent.

* Link passado pelo meu grande amigo Mauro Correa.

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Terça-feira, Maio 26


TORRENT 2009



* Quem quer ser um milionário?: O diretor inglês Danny Boyle fez Cova Rasa (1994), Trainspotting (1996), e mais outros filmes legais. Já tem uma posição bacana no cenário cinematográfico mundial e sabe escolher seus roteiristas muito bem. Chegou a sua hora de brilhar no Oscar. Bom sinal para a Academia estadunidense, pois Boyle não é um fazedor de previsíveis blockbusters entulhados de clichês (grande tautologia, eu sei). Melhor ainda: ele foi